5 marcas de motos elétricas mais vendidas e populares do Brasil em 2026

Conheça as marcas de motos elétricas que viraram moda no Brasil este ano.

O mercado brasileiro de motocicletas passa por uma transformação discreta, porém consistente. Em meio ao avanço da eletrificação no setor automotivo, as motos elétricas no Brasil começam a conquistar espaço nas grandes cidades, impulsionadas principalmente pela busca por economia, mobilidade urbana inteligente e baixo custo operacional.

Embora ainda representem uma fatia pequena das vendas totais, esses modelos já chamam a atenção de entregadores, frotistas e consumidores que desejam reduzir gastos com combustível e manutenção.

Motos elétricas no Brasil: um nicho que cresce silenciosamente

Atualmente, enquanto os carros eletrificados já respondem por cerca de 10,7% das vendas nacionais, as motocicletas elétricas ainda representam aproximadamente 0,4% do mercado. Apesar do percentual tímido, o segmento apresenta crescimento constante e características próprias.

Diferentemente do setor automotivo, não existem motos híbridas à venda no Brasil, o que faz com que a transição seja direta do motor a combustão para o 100% elétrico.

Outro ponto relevante é o posicionamento de mercado. As motos elétricas brasileiras se concentram majoritariamente na faixa de entrada, competindo diretamente com motocicletas tradicionais de 150 cc e 160 cc, muito populares entre quem utiliza a moto como ferramenta de trabalho.

Segundo dados da Fenabrave, apenas cinco marcas concentram cerca de 67% das vendas desse nicho, consolidando uma liderança clara no setor.

5 marcas de motos elétricas mais vendidas no Brasil

A seguir, você confere as cinco marcas de motos elétricas mais vendidas do país, seus principais modelos e os diferenciais que explicam o sucesso entre os consumidores:

1. VMOTO: liderança e versatilidade urbana

CPx (Foto: Divulgação)

A VMOTO ocupa atualmente a posição de líder absoluta no mercado nacional de motos elétricas. Seu portfólio é voltado para o uso urbano, com foco em eficiência e robustez.

O grande destaque é a CPx, que pode alcançar até 130 km de autonomia quando equipada com duas baterias, tornando-se uma escolha frequente entre entregadores.

A versão CPx PRO eleva o desempenho com motor de 7 kW, enquanto a VS4 atende quem busca um visual mais esportivo aliado à tecnologia elétrica.

2. Watts: referência após a saída da Voltz

W 125 (Foto: Divulgação)

Com a saída da Voltz do mercado, a Watts assumiu o posto de principal referência entre as marcas emergentes. Seu catálogo combina autonomia elevada, bom desempenho e propostas inovadoras.

A W125 é voltada ao uso urbano e oferece até 150 km de alcance. Já a W160S aposta em potência, atingindo 120 km/h. Para diversificar o público, a marca lançou ainda a W-Trail, uma elétrica pensada para uso off-road.

3. Shineray: a gigante que entrou no jogo elétrico

Shineray SHE-S (Foto: Divulgação)

A Shineray é a única fabricante de grande porte no segmento elétrico nacional, competindo diretamente com gigantes como Honda e Yamaha no mercado tradicional.

Seu principal modelo elétrico é a SHE-S, equipada com motor de 3 kW, ideal para deslocamentos urbanos. A marca também oferece os scooters SE1 e SE2, voltados para trajetos curtos, além da PT7, focada em mobilidade urbana simples e acessível.

4. Super Soco: diversidade e tecnologia

Super Soco CUX (Foto: Divulgação)

A Super Soco se destaca por oferecer uma das linhas mais completas de motos elétricas no Brasil. Seus modelos atendem desde iniciantes até usuários que buscam alto desempenho.

A TSX utiliza motor Bosch e permite o uso de bateria extra. A TC Max, por sua vez, alcança até 140 km de autonomia, sendo uma das mais potentes do segmento. Para quem busca praticidade, os modelos CU e CUX cumprem bem a proposta urbana.

5. GCX: simplicidade e baixo custo

GCX S8 (Foto: Divulgação)

Por fim, a GCX, fabricante chinesa, aposta em scooters elétricas compactas, com foco em baixo custo de aquisição e manutenção.

A GCX S8 é indicada para deslocamentos curtos, com cerca de 50 km de autonomia, enquanto a X11 se destaca por oferecer painel digital e iluminação em LED, recursos valorizados no uso diário.

O futuro das motos elétricas no país

Com regras mais rígidas, como o fim das “cinquentinhas” sem placa e a intensificação da fiscalização, as motos elétricas tendem a ganhar ainda mais relevância no Brasil.

A combinação de economia, sustentabilidade e praticidade urbana indica que esse mercado, hoje discreto, pode se tornar protagonista nos próximos anos.

você pode gostar também