5 mitos sobre radares de velocidade que podem fazer você levar multa de quase R$ 1.000

Acreditar nesses cinco mitos sobre radares pode custar quase uma pequena fortuna e até a CNH.

A multa por excesso de velocidade continua entre as infrações mais registradas nas vias brasileiras. Mesmo sendo um assunto amplamente conhecido, muitos condutores ainda acreditam em informações equivocadas sobre o funcionamento dos radares de velocidade, o que acaba aumentando o risco de penalidades, pontos na CNH e até da suspensão do direito de dirigir.

Conhecer o que realmente diz a legislação é fundamental para evitar surpresas desagradáveis e dirigir com mais segurança.

5 mitos sobre radares de velocidade que ainda confundem motoristas brasileiros

Radar de velocidade (Foto: Shutterstock)

Entenda a seguir os 5 mitos mais comuns sobre radares e como evitar multas desnecessárias:

1. Existe uma tolerância de 10% acima do limite? Não exatamente

Um dos maiores mitos é acreditar que o motorista pode ultrapassar o limite em até 10% sem ser autuado. Na prática, a legislação não prevê qualquer “bônus” para exceder a velocidade permitida.

O que existe é a chamada velocidade considerada, calculada após a aplicação da margem técnica prevista pelo Inmetro para compensar possíveis variações do equipamento.

Essa margem é de 7 km/h para velocidades de até 100 km/h e de 7% para velocidades superiores. Isso não significa autorização para acelerar além do permitido.

2. De madrugada ou com a pista vazia o radar não multa

Outro equívoco frequente é imaginar que os radares fixos deixam de funcionar durante a noite ou quando há pouco movimento.

Na realidade, esses equipamentos operam continuamente, independentemente do horário ou da quantidade de veículos na via. Portanto, trafegar acima da velocidade máxima em uma estrada vazia também gera autuação.

3. Todo radar é infalível? A resposta é não

Embora sejam equipamentos altamente precisos, os radares podem apresentar irregularidades. Para permanecerem válidos, precisam passar por aferições periódicas realizadas conforme as normas do Inmetro.

Caso o equipamento esteja com a certificação vencida ou apresente falhas técnicas, a multa pode ser contestada e, dependendo da situação, anulada.

4. A multa precisa ter registro fotográfico

A autuação por excesso de velocidade deve obedecer aos requisitos previstos na legislação. Um deles é a existência de uma imagem que permita identificar corretamente o veículo.

Se a fotografia estiver ausente ou a placa aparecer ilegível, o motorista pode recorrer administrativamente, desde que existam fundamentos legais para o pedido.

5. Estar com pressa não evita a penalidade

Alegar atraso para o trabalho, compromissos pessoais ou qualquer outra emergência particular não elimina a infração.

A legislação brasileira permite ultrapassar os limites apenas para veículos de emergência em serviço, como ambulâncias, viaturas policiais e caminhões do Corpo de Bombeiros devidamente identificados.

Quanto custa uma multa por excesso de velocidade?

Foto: Shutterstock

O Código de Trânsito Brasileiro (CTB) estabelece três faixas de penalidade. Exceder o limite em até 20% resulta em multa de R$ 130,16 e quatro pontos na CNH. Entre 20% e 50%, a infração passa para R$ 195,23 e cinco pontos.

Já acima de 50%, a penalidade sobe para R$ 880,41, configura infração gravíssima e ainda pode provocar a suspensão da CNH.

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