O que faz a nota do passageiro cair no Uber e na 99, na visão de motoristas
Motoristas descrevem condutas que derrubam avaliações em aplicativos de transporte.
Nem todo mundo sabe, mas cada corrida solicitada deixa um rastro invisível nos aplicativos de mobilidade. A avaliação do passageiro funciona como um termômetro de comportamento e influencia diretamente a experiência nas plataformas Uber e 99.
Essa média, calculada a partir das viagens mais recentes, passa a orientar escolhas automáticas do sistema.
Quando a nota cai, os efeitos aparecem rapidamente: motoristas relatam maior recusa de chamadas, aumento no tempo de espera e, em situações extremas, limitações na própria conta do usuário. O histórico não serve apenas como estatística, mas também interfere na experiência do consumidor.
Erros frequentes antes da partida
Muitos atritos surgem antes mesmo de o carro chegar ao ponto de embarque. Passageiros acionam o carro sem estarem prontos, e isso prolonga a espera. Além disso, há casos de retirada em locais proibidos ou com endereço indicado de forma incorreta, o que amplia riscos e custos.
Os condutores relatam multas ao aguardarem em pontos inadequados, o que reduz suas estrelas e afeta as futuras aceitações. Portanto, alinhar o local exato e o tempo de chegada diminui o estresse e a perda de avaliação.
- Acionar a corrida sem estar pronto para embarcar imediatamente.
- Solicitar parada em área com proibição de estacionamento ou embarque.
- Marcar pontos de encontro e referências de endereço de maneira equivocada.
Durante o trajeto: condutas que tiram estrelas
Ao longo da corrida, novas falhas se acumulam e derrubam a nota. Mudanças de rota sem aviso prévio confundem e geram desvios. Além disso, tentativas de dirigir o motorista, bater a porta com força e consumir alimentos e bebidas pioram a experiência.
Outra queixa recorrente é a sujeira deixada nos carros, desde migalhas até marcas em estofados e tapetes. Assim, quem embarca depois encontra o ambiente prejudicado.
Para os motoristas, o respeito ao veículo e a comunicação objetiva preservam a avaliação.
- Alterar percurso sem comunicação prévia e clara ao condutor.
- Dar ordens sobre direção e velocidade durante a condução.
- Fechar a porta com impacto, causando desgaste no veículo.
- Comer ou beber no interior do carro, sobretudo sem permissão.
- Deixar sujeira no banco ou no assoalho, exigindo limpeza posterior.
‘Vacilos’ no período noturno
À noite, os conflitos se intensificam e aumentam a sensação de vulnerabilidade. Há consumo de álcool, tentativas de fumar no veículo e episódios de assédio.
Para lidar com isso, os profissionais recorrem às denúncias nos aplicativos como medida de proteção.
Especialmente para quem dirige na madrugada, a pontuação do passageiro funciona como um alerta de risco. Segundo eles, as ocorrências se repetem diariamente e exigem vigilância. Portanto, manter uma conduta adequada e seguir as regras do app impacta diretamente na chance de atendimento.
Cada interação, do embarque à saída, influencia a reputação do usuário. Por isso, o recado é direto: alinhar o ponto de encontro, comunicar rotas, respeitar o veículo e evitar condutas de risco preserva a nota.