Cidade vai transformar o trânsito em 2026: projeto prevê 20 km de Faixa Azul

Município expande Faixa Azul para motociclistas, visando segurança e fluidez no trânsito até 2026.

A mobilidade urbana em São Bernardo do Campo atravessa uma fase decisiva de modernização e planejamento estratégico com a consolidação da Faixa Azul para motociclistas.

Implantado oficialmente em 2025, o projeto vai muito além de uma simples reorganização viária: trata-se de uma política pública de segurança no trânsito, desenhada para reduzir acidentes, melhorar a fluidez e equilibrar a convivência entre carros, motos e transporte coletivo em corredores de alto fluxo.

Desde a primeira frase, os números chamam atenção. Em menos de um ano, a cidade já colhe resultados positivos em segurança viária, o que impulsionou a prefeitura a dar um passo ainda mais ambicioso: São Bernardo projeta alcançar 20 km de Faixa Azul até 2026, consolidando-se como referência nacional em mobilidade urbana inteligente.

Faixa Azul já soma mais de 9 km em operação

Foto: Divulgação/Prefeitura de São Paulo

Atualmente, o município conta com aproximadamente 9,2 quilômetros de Faixa Azul, estrategicamente distribuídos em dois dos eixos viários mais importantes da cidade.

Esses trechos funcionam como verdadeiros corredores de proteção para motociclistas, reduzindo conflitos laterais e melhorando a previsibilidade do tráfego.

Os segmentos já entregues são:

  • Avenida Lions: 4,2 km de Faixa Azul, concluídos em março;
  • Avenida 31 de Março: cerca de 5 km, liberados em maio.

Essas vias foram escolhidas por apresentarem alto volume de motocicletas, especialmente em horários de pico, e por concentrarem deslocamentos de trabalhadores que dependem da moto como principal meio de transporte.

Expansão da Faixa Azul entra no radar nacional

O desempenho positivo do projeto nos indicadores de fluidez do trânsito e redução de riscos levou São Bernardo do Campo a apresentar oficialmente o plano de expansão durante a Conferência Nacional de Segurança no Trânsito, em Brasília.

O pedido, já protocolado junto ao governo federal, prevê a ampliação da malha e a integração entre bairros estratégicos, como Pauliceia e Taboão.

As próximas etapas incluem:

  • Avenida Engenheiro Otávio Manente: solicitação de 2,69 km por sentido, criando uma ligação direta entre trechos já existentes;
  • Avenida Robert Kennedy: autorização já concedida para a implantação de 3,1 km de sinalização exclusiva.

Essa integração permitirá a criação de uma rota alternativa segura à Rodovia Anchieta, ajudando a desafogar o tráfego pesado e oferecendo mais agilidade e previsibilidade para motociclistas que utilizam a moto diariamente para trabalhar.

Segurança técnica e mudança cultural no trânsito

Ao contrário do que muitos imaginam, a Faixa Azul não é apenas uma pintura no asfalto. Em São Bernardo, o projeto segue rigorosamente as diretrizes técnicas da Senatran (Secretaria Nacional de Trânsito), com foco na eliminação de pontos cegos, redução de conflitos laterais e aumento da visibilidade entre veículos.

De acordo com o secretário de Transportes, Francisco Carone, a iniciativa representa também uma mudança cultural no trânsito urbano, ao reconhecer oficialmente o espaço da motocicleta na malha viária.

Relatórios periódicos são enviados ao governo federal para monitorar a eficácia da medida, que já registra alta aprovação entre condutores.

Com a expansão prevista, a expectativa é que São Bernardo do Campo alcance 20 km de Faixa Azul ao longo de 2026, fortalecendo seu compromisso com uma mobilidade urbana mais segura, eficiente e humana, especialmente para quem depende da moto como ferramenta de trabalho e meio de vida.

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