Venda de carros elétricos explode e Brasil bate recorde com 12 mil unidades em dezembro

Vendas de carros elétricos no Brasil cresceram 57%, representando 12,5% dos emplacamentos.

O mês de dezembro fechou 2025 com eletricidade no ar, literalmente. A venda de carros 100% elétricos (BEV) disparou 57%, fazendo com que os modelos movidos a bateria representassem 12,5% de todos os emplacamentos no Brasil.

Segundo a Bright Consulting, o resultado sinaliza uma virada histórica para a mobilidade elétrica no país, com cerca de 12 mil BEVs chegando às garagens dos consumidores.

O impulso de fim de ano compensou a desaceleração de novembro. O aumento de visitas aos showrooms e a concentração de entregas no período reforçaram o avanço, mesmo diante de um cenário econômico restritivo. Assim, o mercado deu sinais claros de que os elétricos puros começaram a ganhar espaço.

O movimento renovou o fôlego do varejo e redesenhou expectativas para 2026. A adoção crescente de BEVs mostra que consumidores, incentivos e infraestrutura começam a convergir, projetando um futuro mais verde e conectado para o setor automotivo brasileiro.

Desempenho dos elétricos de dezembro

Os BEVs saltaram de 7.785 unidades em novembro para 12.225 em dezembro, tornando-se o principal vetor do crescimento. Desse volume, eles representaram cerca de 37% dos eletrificados reais no período.

Impulsionado por modelos de grande giro, o canal de varejo avançou 28,4% no mês no mercado total e reforçou a tração do segmento.

O BYD Dolphin Mini somou 3.390 emplacamentos e impulsionou o interesse no showroom. Embora PHEVs (híbridos plug-in) e HEVs (híbridos convencionais) também tenham crescido, o ritmo dos BEVs definiu a mudança do mix. Assim, dezembro configurou o mês mais forte do ano.

Comparativo novembro x dezembro de 2025

Powertrain Nov/25 (unid.) Dez/25 (unid.) Var. m/m
BEV 7.785 12.225 +57,0%
PHEV 8.159 11.839 +45,1%
HEV 4.111 9.061 +120,4%
Eletrificados (sem MHEV) 20.055 33.125 +65,2%
MHEV (híbridos leves) 4.838 4.669 -3,5%

Na comparação direta, os eletrificados sem MHEV (micro-híbridos) avançaram 65,2% entre novembro e dezembro, enquanto os MHEV recuaram 3,5%.

Segundo o critério técnico da ABVE, MHEV não entram no cálculo de participação por não terem tração elétrica predominante. Assim, o recorte acima reflete a leitura mais precisa.

Acumulado de 2025

No ano, o Brasil registrou 226.541 eletrificados reais (BEV, PHEV e HEV). Com os micro-híbridos (MHEV), o ecossistema alcançou 276.229 unidades.

Já o market share dos efetivamente eletrificados avançou de 6,5% em 2024 para 8,9% em 2025. Entretanto, o total de leves cresceu apenas 2,4%.

Enquanto isso, o varejo tradicional acumulou queda de 1,2% no ano. Ainda assim, marcas ligadas à eletrificação mostraram resiliência e ganho de tração. Assim, 2025 encerrou com uma base mais ampla de consumidores.

Participação dos eletrificados no Brasil

Ano Eletrificados reais (unid.) Market share
2024 161.173 6,5%
2025 226.541 8,9%
Variação +40,5% +2,4 p.p.

Varejo e marcas em ascensão

A BYD se destacou no fechamento de 2025. Em dezembro, a marca somou 15.115 emplacamentos, com apenas 147 unidades destinadas à venda direta. Como resultado, o showroom concentrou quase todo o volume.

A empresa atingiu 5,7% de share total e ficou entre as cinco maiores do mês.

As marcas chinesas ampliaram espaço no país. Em dezembro, elas alcançaram 12,3% de participação e fecharam 2025 com 9,6% do mercado total, ante 6,7% em 2024. Consequentemente, a presença asiática consolidou a tendência dos eletrificados e a competição ganhou novos contornos.

Portfólio e lançamentos

Além do volume, o portfólio se diversifica com novidades. A linha inclui o Novo Chevrolet Captiva EV (BR), conforme material da Chevrolet. Em paralelo, a oferta crescente de BEVs, PHEVs e HEVs amplia faixas de preço. E isso favorece a migração de público.

Para 2026, o setor mira novos lançamentos em segmentos estratégicos. A expectativa, citada no fechamento de 2025, aponta aceleração adicional das vendas. Portanto, a eletromobilidade tende a ganhar amplitude no varejo e a competição entre marcas promete elevar a exigência tecnológica.

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