O guincho pode te pegar: 4 infrações que fazem você perder a moto na hora

Conheça as principais infrações que resultam na apreensão de motocicletas em 2026 e como evitá-las.

Para milhares de brasileiros, a moto é muito mais do que um simples meio de transporte. Ela representa trabalho, liberdade, economia e, para muitos, uma verdadeira paixão sobre duas rodas.

No entanto, o que poucos motociclistas percebem é que o Código de Trânsito Brasileiro (CTB) é rigoroso, e pequenas irregularidades, muitas vezes vistas como “detalhes”, podem resultar na remoção imediata da motocicleta para o pátio do Detran.

Em 2026, com a fiscalização mais tecnológica, blitzes frequentes e cruzamento de dados em tempo real, ignorar as regras pode custar caro.

O que pode fazer você perder sua moto em uma blitz?

Foto: Shutterstock

A legislação de trânsito prevê tanto apreensão quanto remoção do veículo em casos específicos. Seja por irregularidades administrativas ou por condutas perigosas, o resultado costuma ser o mesmo: guincho acionado e prejuízo financeiro imediato.

1. Modificações irregulares: o problema do escapamento barulhento

Uma das principais causas de remoção de motos em 2026 continua sendo a alteração de características originais. O uso de escapamento livre, esportivo sem homologação ou com silenciador defeituoso é considerado infração grave.

Embora a lei permita, em alguns casos, a retenção para regularização no local, nem sempre isso é possível. Se a troca do componente não puder ser feita na hora, a moto é removida ao pátio.

⚠️ Atenção:

Alterar a cor predominante da moto sem atualizar o documento, rebaixar ou modificar drasticamente a suspensão, também são motivos frequentes para o guincho.

2. Manobras perigosas e “grau”: tolerância zero

O Artigo 244 do CTB é claro e severo. Praticar manobras de exibição, como empinar a moto ou circular em apenas uma roda, configura conduta gravíssima.

Além da multa elevada, o motociclista pode sofrer:

  • Suspensão do direito de dirigir;
  • Retenção do veículo;
  • Possível apreensão em caso de reincidência.

Mesmo que não haja acidente, o simples ato coloca a moto em risco de remoção imediata, especialmente se houver débitos pendentes.

3. Licenciamento atrasado: o vilão silencioso

Diferente de uma multa comum, o licenciamento vencido impede legalmente a circulação. De acordo com o Artigo 230 do CTB, conduzir veículo não licenciado é infração gravíssima, com remoção obrigatória.

Em 2026, a fiscalização ganhou um aliado poderoso:

  • Câmeras OCR: elas fazem leitura automática de placas e identificam irregularidades em segundos, mesmo sem abordagem direta.

4. Pneus carecas e itens de segurança ausentes

Rodar com pneu careca, no “arame”, ou sem espelhos retrovisores obrigatórios, enquadra o condutor por veículo em mau estado de conservação.

Se o agente entender que há risco iminente à segurança, a moto não é liberada no local — e o guincho é chamado, sem negociação.

O custo real de ter a moto apreendida

A remoção da motocicleta gera um efeito cascata no bolso, muitas vezes subestimado:

  • Multa da infração: de R$ 195,23 a R$ 2.934,70, dependendo da gravidade e do fator multiplicador;
  • Taxa de guincho: valor fixo cobrado pela remoção;
  • Diárias do pátio: cobrança diária enquanto a moto permanece apreendida.

Em poucos dias, o valor pode ultrapassar milhares de reais.

Prevenção é sempre mais barata

Manter a moto regularizada, evitar modificações ilegais e respeitar as normas do Código de Trânsito Brasileiro não é apenas uma obrigação legal, é uma forma inteligente de proteger seu patrimônio, seu trabalho e sua segurança.

Em um cenário de fiscalização cada vez mais rígida, informação e prevenção continuam sendo os melhores aliados de quem vive sobre duas rodas.

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