Prepare-se para a despedida: 5 carros que o Brasil não verá mais em 2026

O mercado automotivo brasileiro enfrenta mudanças significativas, com cinco modelos icônicos saindo de cena até 2026.

O mercado automotivo brasileiro vive um momento de ruptura histórica. A combinação entre metas ambientais mais rigorosas, avanço da eletrificação, crescimento acelerado dos SUVs e mudanças no comportamento do consumidor está redesenhando completamente as estratégias das montadoras.

Nesse novo cenário, modelos que por anos lideraram vendas ou construíram reputações sólidas começam a perder espaço, e alguns já têm data marcada para se despedir.

Em 2026, pelo menos cinco carros populares no Brasil devem sair de linha ou passar por transformações profundas, abrindo caminho para veículos mais tecnológicos, eletrificados e alinhados às novas exigências do mercado.

Eles vão sumir das lojas: os 5 carros que deixam o mercado em 2026

A seguir, você confere quais são esses modelos, os motivos por trás das decisões das fabricantes e o que vem para substituí-los:

1. Volkswagen Saveiro: o adeus de uma veterana histórica

Foto: Divulgação

Após mais de 40 anos de trajetória, a Volkswagen Saveiro caminha para sua aposentadoria definitiva. Ícone entre as picapes compactas, o modelo já não se encaixa mais na nova lógica da indústria, que prioriza veículos de maior porte, valor agregado e eficiência energética.

Para ocupar esse espaço, a Volkswagen prepara o Projeto Udara (nome provisório), previsto para estrear em 2026. Diferente da Saveiro, o novo modelo será uma picape intermediária, com porte semelhante ao da Chevrolet Montana, construída sobre a plataforma MQB A0, a mesma do T-Cross.

O destaque ficará por conta das motorizações 1.5 TSI com sistema híbrido-leve, alinhadas às normas de emissões mais rígidas.

2. Fiat Argo: fim de uma era e início de outra

Foto: Divulgação

O Fiat Argo não será simplesmente descontinuado, mas passará por uma transformação radical. O CEO global da Fiat, Olivier François, confirmou que o hatch dará lugar à versão nacional do Grande Panda europeu.

Apesar da mudança completa no visual, agora mais robusto, quadrado e com proposta de crossover urbano, a Fiat decidiu manter o nome Argo no Brasil, aproveitando sua forte aceitação no mercado.

O novo modelo deve apostar em versões híbridas, amplo pacote tecnológico e sistemas avançados de assistência ao condutor (ADAS), acompanhando a tendência global da marca.

3. Hyundai HB20S: sedãs perdem espaço para SUVs

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Enquanto o HB20 hatch deve ganhar uma nova geração inspirada no design futurista da linha Ioniq, o destino do Hyundai HB20S é incerto.

Fontes do setor apontam que o sedã pode ser descontinuado e substituído por um crossover compacto, explorando um segmento com maior demanda e rentabilidade.

A estratégia da Hyundai no Brasil passa a priorizar SUVs de maior valor agregado, como o novo Hyundai Kona, cuja produção nacional está prevista para o segundo semestre de 2026. Esse movimento reflete a retração contínua do mercado de sedãs compactos.

4. Nissan Kicks Play: despedida da geração atual

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Com a chegada do Novo Nissan Kicks, conhecido globalmente como Kait, a versão atual, rebatizada de Kicks Play, deixará de ser produzida. O novo SUV cresce em tamanho, sofisticação e tecnologia, posicionando-se em um patamar superior.

Entre as novidades estão o motor 1.0 turbo, teto solar panorâmico, interior mais refinado e recursos avançados de conectividade.

Com isso, o antigo Kicks perde espaço, abrindo caminho para um modelo mais competitivo frente a rivais de categorias superiores.

5. Renault Logan: o fim definitivo do sedã “honesto”

Foto: Divulgação

Após 17 anos de presença no Brasil, a Renault encerrou oficialmente a produção do Logan. Conhecido por sua robustez, bom espaço interno e manutenção acessível, o sedã já não atende às novas prioridades da marca.

A Renault agora concentra seus investimentos no Kardian e na futura picape intermediária híbrida, baseada no conceito Niagara.

Embora o Logan tenha ganhado uma nova geração na Europa, a montadora confirmou que não pretende trazê-lo ao Brasil, priorizando veículos com maior margem de lucro e apelo comercial.

Um novo ciclo para a indústria automotiva brasileira

A saída desses modelos simboliza mais do que simples descontinuações. Trata-se de uma mudança estrutural no mercado automotivo, impulsionada por tecnologia, sustentabilidade e novas preferências do consumidor.

Para quem acompanha o setor ou pensa em trocar de carro, 2026 promete ser um ano decisivo, marcado pelo fim de ícones e pela chegada de uma nova geração de veículos.

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