Motoristas são alvo de novo golpe usando pedágio Free Flow: veja como funciona

Fraudes imitam sites de concessionárias e exploram o pagamento do Free Flow.

Sem cancelas, sem filas e com promessa de fluidez total, o Free Flow virou símbolo de uma nova fase das rodovias em 2026. O problema é que a inovação também abriu espaço para armadilhas digitais.

Golpistas passaram a imitar sistemas de pedágio eletrônico e espalham links falsos para cobrar motoristas que circulam por corredores estratégicos de São Paulo, Minas Gerais, Rio de Janeiro e Rio Grande do Sul.

O modelo elimina praças físicas e registra a passagem por meio de câmeras e sensores. Para quem não possui tag, a regra é clara: a tarifa deve ser paga em até 30 dias após a viagem. É justamente nesse intervalo que as fraudes se multiplicam, explorando dúvidas, notificações falsas e mensagens que simulam urgência.

Ao criar sites e aplicativos quase idênticos aos oficiais, criminosos apostam na pressa e no desconhecimento. Assim, induzem pagamentos fora dos canais autorizados e desviam valores sem deixar rastro imediato.

Diante da expansão do Free Flow, redobrar a atenção sobre onde e como quitar a cobrança virou parte essencial da rotina de quem pega a estrada.

Como operam os fraudadores

De acordo com a Associação Brasileira das Empresas de Pagamento Automático para Mobilidade (Abepam), criminosos compram anúncios em buscadores para colocar páginas fraudulentas no topo dos resultados. Ao pesquisar “pagar pedágio free flow”, muitos acessam portais que simulam a concessionária.

Em seguida, esses sites emitem boletos ou chaves Pix e desviam o valor para contas dos golpistas.

Outra tática ocorre por SMS, e-mail ou WhatsApp, com alertas falsos sobre “multas atrasadas” e “tarifas pendentes”. Normalmente, as mensagens trazem links encurtados ou QR Codes para pagamento imediato.

Contudo, concessionárias não enviam boletos por mensagem, afirmam a Abepam e autoridades de trânsito, e o motorista deve buscar o débito nos canais oficiais.

Evasão e penalidades

Quem paga ao golpista perde dinheiro e mantém o débito aberto no sistema. Se a tarifa não for quitada em até 30 dias, a passagem vira evasão de pedágio. A infração é grave, com multa de R$ 195,23 e 5 pontos na CNH.

Em 2026, os pórticos integram a fiscalização eletrônica ao Detran e tornam a autuação praticamente inevitável.

Como reduzir o risco

Para reduzir a exposição a fraudes e a multas, a adesão à tag de pagamento automático se destaca. Além de agilizar a passagem, o dispositivo concentra cobranças em fatura oficial. Já o pagamento avulso exige atenção ao prazo e à verificação do canal.

Característica Tag automática Pagamento avulso (sem tag)
Risco de golpes Muito baixo (lançamento em fatura oficial) Alto (depende de busca em sites)
Risco de multa Nulo se houver saldo/crédito Moderado por eventual esquecimento do prazo
Conveniência Passagem livre, sem paradas e sem preocupação Requer conferência manual dentro de 30 dias
Benefícios Descontos progressivos na tarifa Valor integral da tarifa

Práticas de segurança

  1. Use aplicativos oficiais, baixados diretamente na Play Store ou na Apple Store.
  2. Não clique em links recebidos por WhatsApp, SMS ou e-mail.
  3. Verifique o domínio e os selos: sites de concessionárias costumam usar .com.br e exibir cadeado/selos de segurança.
  4. Confira o favorecido do Pix antes de confirmar; o nome deve coincidir com a concessionária da via.

Lares e empresas ganham eficiência com o Free Flow, mas a sofisticação dos golpes avança no mesmo ritmo. Atenção aos prazos e aos canais oficiais evita prejuízo duplo e garante a regularização da passagem.

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