Moto virou febre: Brasil deve ultrapassar 2 milhões de unidades produzidas em 2026
Se você anda vendo mais motos na rua, tem um motivo.
O mercado de motocicletas no Brasil segue em ritmo acelerado e tudo indica que 2026 será um dos anos mais fortes da história do setor.
Depois de fechar 2025 com números que não eram vistos há mais de uma década, a indústria nacional projeta um novo recorde de produção, impulsionado pela consolidação da moto como solução estratégica para mobilidade urbana, trabalho e geração de renda.
Dados divulgados pela Abraciclo reforçam esse cenário positivo e colocam o país muito próximo de ultrapassar, novamente, a simbólica marca de 2 milhões de motocicletas produzidas.
Segundo a entidade, a produção no Polo Industrial de Manaus (PIM) deve alcançar 2,07 milhões de unidades em 2026, o que representa um crescimento de 4,5% em relação ao ano anterior.
O avanço reflete não apenas a recuperação econômica do setor, mas também uma mudança estrutural no comportamento do consumidor brasileiro.
Produção de motos no Brasil caminha para novo recorde em 2026

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O desempenho de 2025 já havia elevado as expectativas da indústria. Ao longo do ano, foram fabricadas quase 2 milhões de motocicletas, registrando o terceiro maior volume da história do setor e o melhor resultado desde 2011.
No varejo, os números impressionaram ainda mais: os emplacamentos bateram recorde, com aproximadamente 2,2 milhões de unidades vendidas, o maior patamar já registrado na série histórica.
Esse crescimento consistente criou uma base sólida para as projeções de 2026. A expectativa da Abraciclo é de que o setor mantenha o ritmo, sustentado por fatores como aumento do custo do transporte público, expansão dos serviços de entrega e maior busca por veículos econômicos.
Polo Industrial de Manaus ganha destaque global
Para Marcos Bento, presidente da Abraciclo, o cenário confirma a relevância estratégica do Polo Industrial de Manaus no contexto internacional.
Segundo ele, o complexo industrial brasileiro se consolida como o maior centro produtor de motocicletas fora da Ásia, com papel fundamental no abastecimento do mercado interno e no avanço das exportações.
Além da capacidade produtiva, o PIM se destaca pela diversificação de modelos, investimento em tecnologia e geração de empregos, fortalecendo a cadeia automotiva nacional.
O que o brasileiro está comprando em duas rodas

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A composição da produção revela claramente as preferências do motociclista brasileiro e explica parte do sucesso do setor:
- Economia e trabalho puxam a demanda
As motos de baixa cilindrada continuam dominando o mercado, respondendo por cerca de 78% da produção total. Esses modelos são os preferidos de quem busca baixo consumo de combustível, manutenção acessível e eficiência para o uso diário.
- Categoria Street lidera com folga
A categoria Street segue na liderança isolada, representando 53,9% das motocicletas produzidas, seguida pelas Trail e pelas Motonetas, que atendem tanto ao uso urbano quanto a deslocamentos mais versáteis.
- Exportações em trajetória de crescimento
O bom momento não se limita ao mercado interno. A previsão para 2026 é de 45 mil motocicletas exportadas, reforçando a competitividade da indústria brasileira no cenário internacional.
Dezembro de 2025 confirma tendência de alta
O último mês de 2025 funcionou como um verdadeiro termômetro do que está por vir. Com uma média diária superior a 8,4 mil motos vendidas, o varejo registrou o melhor dezembro desde 2011. Mesmo em um período tradicionalmente marcado por transição de ano, a demanda permaneceu aquecida.
O desempenho confirma que a motocicleta deixou de ser apenas um meio de transporte alternativo e passou a ocupar posição central na mobilidade brasileira.
Com produção crescente, consumo aquecido e perspectivas otimistas, 2026 promete consolidar o Brasil como uma potência no mercado de duas rodas.