Citroën Basalt pode se tornar o queridinho dos brasileiros, mas ele tem suas falhas

Modelo surge no Brasil com espaço generoso e preços competitivos, mas não sem alguns defeitos.

A Citroën, com mais de um século de história, tem sido responsável por inovações no setor automotivo, introduzindo modelos icônicos como o Traction Avant e o DS.

Dando sequência a essa tradição, a marca francesa lançou recentemente no Brasil o Citroën Basalt, um modelo que integra o projeto C-Cubed, ao lado dos já conhecidos C3 e Aircross.

Estando no centro da tendência de “SUVização” que abrange o mercado global, o Basalt se posiciona como um SUV-cupê, embora mantenha características de um sedã.

Esta abordagem híbrida não é totalmente nova para a Citroën, que já havia experimentado combinações semelhantes na Europa com o C4 X e o C5 X.

O design do Basalt apresenta semelhanças com o C3 e o Aircross até a coluna C, destacando um para-choque frontal distintivo.

Sua produção é realizada em Porto Real, reforçando o compromisso da montadora com o mercado brasileiro e suas demandas específicas.

Espaço interno e praticidade

Citroën Basalt (Foto: Divulgação/Citroën)

O Basalt oferece um espaço interno impressionante, característico dos sedãs, com 2,64 metros de entre-eixos. Esse espaço garante conforto em viagens, especialmente para os passageiros nos bancos traseiros.

O porta-malas acomoda 490 litros, comparável a rivais como Fiat Cronos e Chevrolet Onix Plus. Confira a tabela comparativa:

Modelo Entre-eixos (m) Porta-malas (litros)
Fiat Cronos 2,52 525
Chevrolet Onix Plus 2,6 500
Hyundai HB20S 2,53 475
Volkswagen Virtus 2,65 521

Desde seu lançamento, o Basalt registrou crescimento nas vendas, com 912 unidades em novembro, 962 em dezembro e 1.206 em janeiro de 2025, tornando-se o modelo mais vendido da Citroën no Brasil. Grande parte das vendas, 98,6%, foi realizada por meio de venda direta, beneficiando taxistas e empresas.

Equipamentos e desempenho

O modelo vem equipado, desde a versão Feel, com recursos como airbags, ar-condicionado e multimídia de 10 polegadas.

A opção intermediária Feel Turbo inclui um motor 1.0 Turbo e câmbio automático CVT. A versão topo de linha Shine agrega itens como ar-condicionado digital e rodas diamantadas de 17 polegadas.

O Basalt, com motor 1.0 turbo de até 130 cv, oferece desempenho satisfatório, especialmente com o modo Sport ativado.

Entretanto, a suspensão mole pode incomodar em curvas acentuadas, e o consumo de combustível não é dos mais baixos, com médias de 11,9 km/l na cidade e 13,7 km/l na estrada com gasolina.

O Citroën Basalt se destaca pelo espaço interno e pelo preço competitivo, sendo atraente para motoristas de aplicativos e taxistas.

Contudo, alguns desafios persistem, como o ruído do motor e o uso excessivo de plásticos. Apesar disso, representa uma opção interessante no mercado atual, especialmente para aqueles que buscam um veículo espaçoso e versátil.

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