Está todo mundo dizendo que ficou fácil tirar CNH em 2026, mas será que é verdade? Veja o que mudou nas autoescolas
Mudanças anunciadas pelo governo visam simplificar e baratear o processo.
Obter a Carteira Nacional de Habilitação (CNH) passou por uma virada em 2026 com regras que prometem um processo mais simples e barato. As mudanças atingem tanto quem busca a primeira carteira quanto motoristas que já possuem o documento.
O governo reduziu etapas consideradas burocráticas e ampliou as alternativas de aprendizado, reduzindo custos. Além disso, novos formatos de ensino chegaram para modernizar a formação.
A principal novidade é a abertura do mercado para além das autoescolas tradicionais. Instituições credenciadas e instrutores autônomos, devidamente registrados nos Detrans, podem ministrar aulas práticas e teóricas.
O candidato ganhou liberdade para negociar preços, definir horários e até usar veículo próprio durante o treinamento. Com isso, o modelo tornou-se mais flexível e acessível.
Mesmo com a simplificação, exigências essenciais permanecem inalteradas para garantir a segurança no trânsito. Exames médicos, avaliação psicológica, provas teóricas e práticas, por exemplo, continuam obrigatórios e presenciais.
O que muda na formação de novos condutores
Os pacotes fechados de autoescola deixaram de ser exigência, o que amplia a concorrência e derruba barreiras. Os CFCs seguem ativos, mas dividem espaço com novas ofertas credenciadas.
O credenciamento abre campo para profissionais independentes, desde que cumpram as regras estaduais e nacionais. O curso de capacitação, disponibilizado de forma simplificada pelo portal de serviços do Senatran, acelera a habilitação profissional. A preparação ocorre digitalmente e em poucas horas. Veja as regras:
- Ter ao menos 21 anos.
- Ensino médio completo.
- Habilitação na categoria há pelo menos dois anos.
- Ausência de infrações gravíssimas recentes.
- Certificado de capacitação emitido via Senatran.
- Registro do profissional no Detran estadual.
O aluno pode treinar no carro do instrutor ou em seu próprio veículo, desde que a documentação e a manutenção estejam em dia.
Além disso, a obrigatoriedade de práticas caiu para duas horas com profissional credenciado, permitindo aulas adicionais conforme a confiança do candidato. Quem reprova no primeiro teste prático faz a segunda prova sem pagar.
O que continua obrigatório
Segundo o Ministério dos Transportes, permanecem presenciais o exame médico, a prova teórica e a avaliação prática, além do registro biométrico. Portanto, mesmo com a digitalização, etapas críticas continuam sendo controladas presencialmente.
As aulas teóricas continuam obrigatórias, mas migraram para o digital com gratuidade. O conteúdo está disponível no aplicativo Carteira Digital de Trânsito e no novo aplicativo CNH do Brasil, vinculado ao governo federal e acessível pelo Gov.br.
Além disso, não há mais exigência de 45 horas mínimas. O candidato estuda no próprio ritmo, sem limite mínimo de horas, o que moderniza a jornada. Ainda assim, quem preferir pode realizar todo o ciclo teórico e prático no CFC.
Para iniciar o processo de forma independente, o candidato acessa o site oficial do Governo Federal e agenda exames médico e psicotécnico. Dessa maneira, a digitalização convive com o modelo tradicional, ampliando escolhas e reduzindo filas.
Benefícios para futuros e antigos habilitados
Especialistas do setor estimam uma queda de até 80% no custo final, o que amplia o acesso ao documento. Antes, o investimento total variava entre R$ 3 mil e R$ 5 mil, impulsionado por 20 horas práticas. Agora, negociações diretas tendem a reduzir o custo para cerca de R$ 1 mil.
Já os motoristas habilitados sem pontuação no último ano ganham renovação automática e gratuita, o que reduz deslocamentos e custos. Porém, o benefício não alcança condutores com 70 anos ou mais.
Maiores de 50 anos têm a gratuidade apenas uma vez e casos com prazo reduzido por recomendação médica também ficam de fora.
As mudanças combinam competição, tecnologia e foco em competências, o que barateia e acelera a habilitação. A nova dinâmica reduz barreiras de entrada, enquanto os benefícios de renovação incentivam a condução responsável.