Estou rodando com o para-brisa do meu carro quebrado, será que posso ser multado?

Motoristas com para-brisa quebrado precisam ficar atentos a esta regra.

Uma pequena pedra lançada contra o para-brisa pode parecer um problema simples, mas ignorar uma trinca pode resultar em consequências muito mais sérias do que apenas o custo do reparo.

Além de comprometer a visibilidade e a segurança dos ocupantes, circular com o para-brisa quebrado pode render multa, pontos na CNH e até a retenção do veículo durante uma fiscalização. Conhecer as regras previstas na legislação é essencial para evitar prejuízos e dirigir dentro da lei.

Quando o para-brisa trincado pode gerar multa?

Você pode estar dirigindo de forma irregular por causa do para-brisa do carro (Foto: Getty Images)

A legislação brasileira estabelece critérios específicos para avaliar danos nos vidros dianteiros dos veículos. Conforme as normas do Conselho Nacional de Trânsito (Contran), qualquer rachadura localizada na área crítica de visão do motorista é considerada irregular.

Nos automóveis de passeio, essa região corresponde principalmente à parte esquerda da área alcançada pelas palhetas do limpador de para-brisa.

Também não são permitidos danos próximos às bordas do vidro. Quando essas exigências não são respeitadas, o motorista pode ser autuado por infração grave, receber multa de R$ 195,23, cinco pontos na carteira de habilitação e ainda ter o veículo retido até a regularização.

Existe um limite para trincas e pequenos impactos?

Nem toda avaria obriga a troca imediata do vidro. Fora da área crítica de visão, a regulamentação admite pequenos danos, desde que permaneçam dentro dos limites estabelecidos.

Para carros de passeio, são aceitas até duas avarias simultâneas no para-brisa. Trincas lineares não podem ultrapassar 10 centímetros de comprimento, enquanto impactos circulares devem ter, no máximo, 4 centímetros de diâmetro. Ultrapassar essas medidas torna o veículo irregular perante a legislação.

Quando é possível reparar e quando a troca é obrigatória?

Foto: Getty Images

A decisão entre reparar ou substituir o para-brisa depende principalmente da extensão e da localização do dano. Em muitos casos, oficinas especializadas utilizam resinas especiais capazes de preencher pequenas fissuras e restaurar parte da resistência estrutural do vidro.

Entretanto, esse procedimento costuma ser indicado apenas quando a trinca é superficial, pequena e está fora do campo de visão do motorista.

Se o dano for extenso ou comprometer a estrutura do vidro, a substituição completa passa a ser a alternativa mais segura para preservar a integridade do veículo.

O que fazer logo após a trinca aparecer?

Agir rapidamente aumenta as chances de recuperar o vidro sem precisar substituí-lo. A recomendação é cobrir a trinca com uma fita adesiva transparente pelo lado externo do para-brisa, evitando a entrada de poeira, água e outras impurezas que dificultam o reparo.

Também é importante procurar uma oficina especializada o quanto antes. Além de impedir que a fissura aumente com as vibrações do veículo, essa medida ajuda a reduzir custos e evita que o motorista seja surpreendido com uma multa por para-brisa trincado durante uma abordagem de trânsito.

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