Motoristas brasileiros encontraram um ‘atalho’ para fugir de radar em 2026
Radar virou motivo de rota alternativa e preocupa moradores.
A instalação de equipamentos de fiscalização eletrônica é uma das principais estratégias para reduzir acidentes nas rodovias brasileiras.
No entanto, quando não há planejamento integrado de infraestrutura, medidas de segurança podem gerar efeitos inesperados.
É exatamente o que vem acontecendo em um trecho da BR-116, onde um novo radar mudou o comportamento de parte dos condutores e trouxe preocupação aos moradores da região.
Radar na BR-116: objetivo era reduzir acidentes

Foto: Reprodução
O equipamento foi implantado no km 68, em Teresópolis, com limite de 40 km/h, com a finalidade de aumentar a segurança viária e diminuir ocorrências no trecho, historicamente marcado por registros de colisões. A medida atendia a uma demanda antiga da comunidade local, que buscava maior controle de velocidade.
Entretanto, após a ativação do radar, alguns motoristas passaram a adotar um comportamento de risco: utilizar vias laterais do bairro Pessegueiros para evitar a fiscalização.
Desvio para vias locais aumenta risco
As pistas laterais, destinadas ao acesso de moradores, não contam atualmente com redutores físicos de velocidade. Durante obras de recapeamento, os tachões que funcionavam como dispositivos de contenção foram removidos e ainda não reinstalados.
Com isso, o fluxo de veículos em alta velocidade nessas áreas aumentou, transformando ruas residenciais em rotas alternativas e ampliando a sensação de insegurança entre os moradores.
Comunidade cobra soluções imediatas
A associação de moradores local solicitou providências à concessionária Ecovias Rio Minas, responsável pela administração do trecho. Entre os pedidos estão a reinstalação dos redutores e a adoção de medidas adicionais para conter o tráfego irregular.
Segundo representantes da comunidade, o radar trouxe avanços no controle da rodovia principal, mas acabou deslocando o problema para áreas com menor estrutura de proteção.
Responsabilidade pela segurança da via

Foto: iStock
De acordo com a Polícia Rodoviária Federal, a fiscalização de infrações é de sua competência, inclusive nas pistas laterais.
Já a implementação de dispositivos de segurança e melhorias estruturais cabe à concessionária e ao Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes.
Essa divisão de responsabilidades reforça a necessidade de ações coordenadas para garantir a efetividade das medidas de segurança.
Medidas em análise e preocupação contínua
A concessionária informou que realiza monitoramento permanente do tráfego e avalia, em conjunto com os órgãos competentes, possíveis intervenções para reforçar a proteção no trecho. Até o momento, porém, não há prazo definido para a reinstalação dos redutores.
Enquanto isso, o aumento do fluxo nas vias locais mantém a comunidade em alerta. O caso evidencia como políticas de fiscalização de trânsito precisam ser acompanhadas por soluções estruturais completas, garantindo que a redução de riscos em um ponto não gere novos perigos em outro.
O episódio reforça a importância do planejamento integrado entre fiscalização, engenharia de tráfego e participação da comunidade para construir rodovias mais seguras e eficientes. 🚧🚗