Parece exagero, mas é real: multa mais cara do Brasil pode chegar a R$ 35 mil

Essa infração pode virar um pesadelo financeiro para qualquer motorista.

Poucos motoristas imaginam que uma única infração de trânsito pode resultar em um prejuízo financeiro superior a R$ 35 mil.

No entanto, essa penalidade existe, está prevista em lei e vem sendo aplicada com rigor crescente pelas autoridades. Regulamentada pelo Código de Trânsito Brasileiro (CTB), a sanção tem como alvo uma conduta específica, mas altamente prejudicial: a interrupção deliberada de vias públicas sem autorização oficial.

Em um cenário de fiscalização cada vez mais tecnológica e estruturada, essa infração ganhou protagonismo por representar a multa mais cara do Brasil, superando punições tradicionalmente associadas a comportamentos de alto risco, como dirigir sob efeito de álcool ou disputar rachas.

Qual é a multa mais cara do Brasil hoje?

Ao contrário do que muitos acreditam, a penalidade máxima do sistema de trânsito brasileiro não está ligada diretamente à Lei Seca ou ao excesso extremo de velocidade.

A multa mais elevada atualmente é aplicada a quem organiza, promove ou participa do bloqueio intencional de vias públicas sem autorização do poder público.

Essa regra está em vigor desde 2016 e foi criada para coibir ações que paralisam o tráfego, comprometem o direito de ir e vir da população e colocam em risco a segurança viária e pública, como manifestações, eventos ou protestos realizados fora da legalidade.

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Por que essa multa pode ultrapassar R$ 35 mil?

O que torna essa penalidade tão elevada é o uso de um fator multiplicador extremamente alto, previsto de forma expressa no CTB.

Toda infração gravíssima no Brasil tem como valor-base R$ 293,47. No caso da interrupção de vias sem autorização, a legislação determina a aplicação de um multiplicador de 60 vezes sobre esse valor.

Na prática, o prejuízo financeiro evolui da seguinte forma:

Primeira infração

🔹 Fator multiplicador: 60x

🔹 Valor da multa: R$ 17.608,20

Reincidência em até 12 meses

🔹 Penalidade: é dobrada

🔹 Valor final: R$ 35.360,40

Ou seja, o motorista que repetir a infração dentro de um ano atinge o valor máximo permitido pela legislação vigente, configurando uma das punições mais severas já aplicadas no trânsito brasileiro.

As consequências vão além do valor da multa

Engana-se quem acredita que o problema se encerra com o pagamento do boleto. Além do impacto financeiro expressivo, a infração gera sanções administrativas imediatas, previstas no CTB:

  • Pontuação na CNH: são 7 pontos, o máximo permitido por infração;
  • Medida administrativa: o veículo pode ser removido para o pátio, gerando custos adicionais com guincho e diárias;
  • Risco de suspensão da habilitação: caso o condutor acumule outras infrações no período.

O efeito combinado dessas punições pode transformar uma única decisão imprudente em um problema financeiro e administrativo de longo prazo.

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Por que a fiscalização está mais rigorosa em 2026?

Segundo os órgãos de trânsito, o objetivo de multas tão elevadas não é apenas arrecadar, mas sim educar, prevenir e dissuadir condutas que afetam toda a coletividade.

Bloquear vias de forma irregular compromete serviços essenciais, atrasa ambulâncias, transporte público e coloca vidas em risco.

Em 2026, a fiscalização conta com monitoramento eletrônico, cruzamento de dados e maior integração entre órgãos de segurança.

Embora ainda existam desafios na responsabilização de organizadores sem vínculo veicular direto, a identificação de veículos envolvidos tornou-se muito mais eficiente.

Uma infração que pode custar caro (demais)

A multa mais cara do Brasil serve como alerta claro: interromper vias sem autorização não é um ato simbólico, mas uma infração de trânsito com consequências severas.

Informação, planejamento e respeito às normas continuam sendo as melhores formas de evitar prejuízos financeiros extremos, perda de pontos na CNH e problemas legais.

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