Qual o limite de velocidade máxima nas rodovias brasileiras? Veja o que diz a lei

Os limites de velocidade nas rodovias do Brasil foram alterados. Veja como ficou para não levar multa.

Dirigir pelas rodovias brasileiras exige hoje muito mais atenção do que há alguns anos. Quem ainda conduz no chamado “piloto automático”, acreditando que os limites de velocidade continuam os mesmos de cinco ou dez anos atrás, corre riscos reais, tanto de acidentes quanto de multas por excesso de velocidade.

Desde 2022, mudanças importantes no Código de Trânsito Brasileiro (CTB) redefiniram as regras e tornaram a sinalização viária ainda mais determinante para uma condução segura e legal.

A atualização trouxe uma lógica mais técnica, alinhada à engenharia de tráfego, e exige que motoristas conheçam exatamente qual é o limite de velocidade permitido nas rodovias, especialmente onde não há placas visíveis.

Qual é o limite de velocidade nas rodovias brasileiras?

Foto: Freepik

Para eliminar dúvidas frequentes, a Lei nº 14.440, que alterou o CTB, passou a diferenciar os limites de velocidade de acordo com a estrutura da via e o tipo de veículo. Nos trechos sem sinalização específica, valem as seguintes regras gerais:

🚧 Rodovias de pista dupla

São aquelas que possuem separação física entre os sentidos opostos, como canteiro central ou guard-rail.

  • Carros, motos e picapes (veículos leves): até 110 km/h.
  • Caminhões e ônibus (veículos pesados): até 90 km/h.

Essas vias costumam oferecer melhores condições de segurança, permitindo velocidades mais elevadas para veículos leves.

🛣️ Rodovias de pista simples

Nesse caso, os fluxos contrários são separados apenas por faixa pintada no asfalto, geralmente amarela.

  • Carros, motos e picapes (leves): até 100 km/h.
  • Caminhões e ônibus (pesados): até 90 km/h.

Aqui, o cuidado deve ser redobrado, especialmente em ultrapassagens.

🌱 Estradas rurais não pavimentadas

Conhecidas como estradas de terra ou cascalho, essas vias possuem limite único.

  • Todos os veículos: até 60 km/h

Ao final, o próprio CTB é claro: a placa sempre prevalece sobre a regra geral. Se uma rodovia de pista dupla estiver sinalizada com 80 km/h, esse será o limite válido, independentemente do que diz a lei em caráter geral.

Por que o limite de velocidade mudou?

A principal motivação da mudança foi abandonar a padronização excessiva e adaptar a velocidade às condições reais de cada via. A nova regra segue critérios técnicos claros:

Rodovias duplicadas, como trechos da BR-101 e BR-116, passaram a permitir 110 km/h para veículos leves quando a infraestrutura oferece segurança adequada. Isso melhora a fluidez do tráfego e reduz o tempo de viagem.

Rodovias de pista simples, como partes da BR-163, tiveram o limite reduzido para 100 km/h. O objetivo é diminuir as colisões frontais, responsáveis por grande parte dos acidentes graves no país, além de harmonizar a velocidade entre carros e veículos pesados.

Foto: iStock

Regras mais rígidas para caminhões e ônibus

A nova legislação foi especialmente rigorosa com veículos pesados. Para caminhões e ônibus, o teto de 90 km/h passou a valer na maioria dos cenários rodoviários.

Além disso, em subidas, curvas acentuadas, áreas urbanizadas ou trechos com histórico de acidentes, a sinalização pode impor limites ainda menores. Essa medida busca garantir tempo de frenagem adequado, estabilidade e maior segurança para veículos carregados.

Impactos práticos da nova regra nas estradas

A implementação da lei exigiu uma grande operação conjunta do DNIT, da Polícia Rodoviária Federal (PRF) e das concessionárias. Radares foram recalibrados, e a sinalização vertical passou por atualização em todo o país.

Os resultados iniciais são positivos. Dados preliminares indicam que, em rodovias de pista simples, a padronização em 100 km/h contribuiu para a redução de acidentes graves.

Já nas vias duplicadas, o aumento para 110 km/h melhorou o fluxo sem provocar crescimento relevante no número de ocorrências.

Atenção redobrada evita multas e salva vidas

Conhecer o limite de velocidade na rodovia deixou de ser apenas uma formalidade e passou a ser uma questão de segurança e responsabilidade.

Com regras mais técnicas e fiscalização ajustada, respeitar a velocidade correta não só evita penalidades, como também contribui diretamente para um trânsito mais previsível e seguro em todo o Brasil.

você pode gostar também