Vai viajar em 2026? 5 cuidados com carros elétricos e híbridos que podem salvar sua viagem
Viagens de carro elétrico se tornam comuns no Brasil, mas o calor do verão exige ajustes para manter a eficiência e segurança do veículo.
Viajar de carro elétrico ou carro híbrido deixou de ser uma experiência experimental para se tornar parte da rotina de milhares de brasileiros em 2025.
Com a expansão da frota eletrificada e da infraestrutura de recarga nas rodovias, o desafio agora não é mais “se é possível viajar”, mas como manter eficiência, autonomia e segurança, especialmente durante o verão, quando o calor intenso e o peso extra das bagagens colocam o sistema à prova.
Pensando nisso, especialistas em mobilidade elétrica reforçam que pequenos ajustes antes e durante a viagem fazem toda a diferença para evitar a temida ansiedade de carga e garantir férias tranquilas.
Quais cuidados são essenciais ao viajar com carro elétrico ou híbrido?

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O período de férias impõe condições mais severas ao veículo: longos trajetos, altas temperaturas, trânsito intenso e uso contínuo do ar-condicionado. Para preservar o desempenho do seu veículo eletrificado, alguns cuidados são fundamentais. Veja abaixo:
1. Gestão inteligente da bateria antes da estrada
No uso urbano diário, recomenda-se manter a carga da bateria entre 20% e 80%, preservando a vida útil das células. No entanto, para viagens longas, a estratégia muda: o ideal é iniciar o percurso com 100% de carga, garantindo maior margem de segurança.
Outro ponto crucial é verificar se o software do veículo está atualizado. Muitas montadoras liberam atualizações específicas antes do período de férias, otimizando o controle térmico da bateria e melhorando a eficiência sob altas temperaturas.
2. Ar-condicionado e peso: vilões controláveis da autonomia
Diferente do senso comum, o ar-condicionado não é o principal responsável pela queda de autonomia nos modelos modernos. Sistemas atuais são altamente eficientes e consomem menos energia mantendo uma temperatura estável do que rodar com janelas abertas em alta velocidade.
Já o peso adicional, malas, passageiros e acessórios, tem impacto direto e mensurável. Em média, a autonomia pode cair entre 10% e 15%, o que deve ser considerado no planejamento das paradas para recarga.
3. Como o carro elétrico se comporta em diferentes situações de viagem
O desempenho varia conforme o cenário:
- Engarrafamentos: vantagem clara para elétricos e híbridos, com consumo mínimo graças à ausência de marcha lenta.
- Velocidade constante acima de 100 km/h: maior esforço aerodinâmico e menor regeneração de energia, elevando o consumo.
- Calor extremo acima de 35 °C: o sistema de gerenciamento térmico trabalha mais para proteger a bateria, com impacto moderado na autonomia.
4. Planejamento de recarga é o segredo da viagem tranquila
A rede de carregadores rápidos em rodovias foi projetada para suportar recargas frequentes sem causar desgaste excessivo da bateria. Ainda assim, a estratégia mais eficiente envolve:
- Hospedagens com “destination charging”, como hotéis que oferecem carregadores ou tomadas aterradas;
- Evitar improvisos, já que a ABVE (Associação Brasileira do Veículo Elétrico) alerta para os riscos de extensões domésticas e adaptadores não certificados, que podem superaquecer durante a recarga contínua.
5. Atenção aos sinais de alerta no painel
Redução súbita de potência (modo “tartaruga”), alertas no sistema de alta tensão ou ruídos incomuns durante a recarga são sinais claros de que algo não está certo. Nesses casos, o recomendado é parar imediatamente em local seguro e acionar a assistência técnica especializada.
Embora os carros elétricos e híbridos de 2025 contem com sistemas redundantes de segurança, falhas térmicas não devem ser ignoradas.
Viajar com eletrificados é seguro, desde que bem planejado
Com planejamento adequado, viajar de carro elétrico ou híbrido no verão é confortável, econômico e sustentável. O segredo está em antecipar cenários, respeitar os limites do veículo e utilizar a tecnologia a favor da viagem.
Dito isso, a mobilidade elétrica já não é o futuro, é o presente nas estradas brasileiras.