Você confiaria? Descubra como funcionam os táxis totalmente autônomos
Carros autônomos da Waymo transformam a mobilidade em cidades dos EUA.
As ruas de Los Angeles e São Francisco, nos Estados Unidos, agora exibem veículos que parecem saídos de um filme de ficção científica: carros brancos circulam sem motoristas, equipados com sensores avançados.
Operados pela Waymo, braço do Google, eles prometem reduzir acidentes e salvar vidas em meio às 1,4 milhão de mortes anuais no trânsito mundial. A tecnologia é o carro-chefe de uma transformação ambiciosa na mobilidade urbana.
Para quem usa, a experiência se assemelha a um aplicativo de corridas, mas sem ninguém ao volante. O serviço oferece transporte autônomo com toque de inovação e praticidade, onde cada viagem é monitorada por sistemas que garantem navegação e segurança em tempo real.
Enquanto isso, no Brasil, o cenário autônomo ainda enfrenta desafios: preços elevados, padrões de segurança veicular e regulamentações moldam o setor. Entretanto, estudos e testes locais indicam caminhos para adoção futura, aproximando o país das tendências globais de mobilidade inteligente.
Como o serviço opera
Semelhante a uma corrida por aplicativo comum, o usuário solicita a viagem e um veículo chega ao ponto indicado. A diferença é que ele é equipado com LiDAR (tecnologia de radar a laser), câmeras e ultrassom.
Um computador com inteligência artificial interpreta o ambiente com mapas 3D detalhados e decide cada manobra. E, é claro, não tem nenhum ser humano na direção.
O banco do motorista fica bloqueado para uso, mas os demais podem ser ocupados, seguindo os limites legais. Os veículos são elétricos, oferecendo rapidez e tecnologia.
Expansão e metas
Fundada como experimento do Google em 2009, a Waymo tornou-se empresa independente sete anos depois, mantendo-se no conglomerado.
O Waymo One estreou em Phoenix, no Arizona, como primeiro robotáxi totalmente autônomo aberto ao público. Desde então, expandiu-se para Los Angeles, São Francisco, Austin, no Texas, Atlanta, na Geórgia, e Nashville, no Tennessee.
A operação soma mais de 10 milhões de viagens e 93% de satisfação. Em breve, a frota estreia em Londres, na Inglaterra, e em Tóquio, no Japão.
Transformações urbanas e ambientais
A chegada de carros autônomos promete redesenhar as cidades. Com menos veículos particulares em circulação, a necessidade de grandes estacionamentos e ruas largas tende a diminuir, abrindo espaço para parques, calçadas mais largas, ciclovias e áreas de convivência.
No aspecto ambiental, a combinação de automação e propulsão elétrica contribui para a redução de emissões e poluição local. A tecnologia permite trajetos mais eficientes, evita acelerações e freadas bruscas e diminui deslocamentos vazios, otimizando o consumo de energia e trazendo mais sustentabilidade.
A mobilidade autônoma aumenta a acessibilidade e a inclusão social. Pessoas com mobilidade reduzida, idosos ou aqueles sem veículo próprio podem se deslocar com mais segurança e autonomia, democratizando o transporte urbano e aproximando as cidades de um modelo mais inteligente e sustentável.