Nova medida do governo mexe com a rotina dos motoboys; veja o que muda
Novas regras podem diminuir custos para quem vive de moto.
Trabalhar com entregas ou transporte de passageiros em motocicletas pode ficar mais simples no Brasil. O programa Move Brasil, anunciado pelo Governo Federal, trouxe uma série de mudanças voltadas a motoboys, mototaxistas e entregadores por aplicativo, com o objetivo de reduzir burocracias, cortar custos e facilitar a formalização da atividade.
As novas medidas chegam em um momento de crescimento acelerado do setor. Com milhões de brasileiros utilizando a motocicleta como ferramenta de renda, alterações nas exigências legais despertaram atenção imediata da categoria.
Depois de lançar linhas de financiamento com juros reduzidos para taxistas e motoristas de aplicativos, o governo agora amplia o foco para os profissionais sobre duas rodas.
Entre as principais mudanças estão o fim da obrigatoriedade da placa vermelha, a retirada de taxas e a flexibilização de exigências que, até então, eram consideradas barreiras de entrada na profissão.
O que é o Move Brasil e qual o objetivo do programa?

Foto: Reprodução/Detran-SP
O Move Brasil surge como um pacote de iniciativas voltadas à mobilidade profissional e ao incentivo de trabalhadores que dependem do transporte como fonte de renda.
No caso dos motoboys e mototaxistas, a proposta central é diminuir custos operacionais e simplificar procedimentos burocráticos.
Segundo o governo, a intenção é ampliar oportunidades de trabalho formal, reduzir despesas com regularização e tornar o ingresso na profissão menos complexo.
As medidas foram divulgadas oficialmente e já movimentam debates entre profissionais, sindicatos e empresas de entrega.
Fim da placa vermelha: uma das mudanças mais comentadas
Entre todas as alterações anunciadas, uma das que mais repercutiu foi o fim da obrigatoriedade da placa vermelha para motofrete.
Até então, quem atuava profissionalmente com entregas precisava alterar a categoria da motocicleta junto ao Detran, procedimento que envolvia custos e etapas administrativas. Com a nova regra, o trabalhador poderá exercer a atividade sem precisar fazer essa mudança.
Na prática, isso significa:
- Menos burocracia;
- Economia com taxas de regularização;
- Processo mais simples para iniciar a atividade.
Para muitos profissionais, a medida representa redução direta nos gastos iniciais para atuar no setor.
Taxas do Detran deixam de ser exigidas
Outra mudança relevante envolve a retirada da taxa de inscrição para regularização da motocicleta. Anteriormente, o processo de adaptação documental exigia pagamento junto ao Departamento Estadual de Trânsito (Detran).
Com o novo modelo, essa despesa deixa de existir para quem trabalha com motofrete. O impacto é significativo especialmente para entregadores que utilizam motocicletas de menor valor ou dependem do veículo como principal instrumento de renda.
Idade mínima e tempo de habilitação deixam de ser barreira

Foto: Getty Images
O Move Brasil também alterou regras relacionadas ao acesso à profissão. Antes das mudanças, era necessário:
- Ter 21 anos de idade;
- Possuir CNH categoria A há pelo menos dois anos.
Essas exigências foram retiradas. Agora, basta possuir CNH A válida, o que na prática permite o exercício da atividade a partir dos 18 anos. A medida pode ampliar significativamente o número de profissionais aptos a ingressar no mercado.
Para defensores da mudança, isso representa maior inclusão produtiva. Já especialistas em segurança viária observam que o tema continua sendo debatido devido aos desafios do trânsito urbano.
Curso de motofretista deixa de ser obrigatório
Outra alteração importante envolve o tradicional curso profissionalizante de motofretista. Criado pelo Contran e regulamentado pela Resolução 410/2012, o treinamento abordava temas como:
- Legislação de trânsito;
- Direção defensiva;
- Gestão de risco;
- Segurança no transporte sobre duas rodas.
Com as novas regras, a capacitação deixa de ser requisito obrigatório. Isso significa que o curso continua existindo, mas passa a ter caráter opcional.
Para muitos trabalhadores, a mudança reduz tempo e custo de entrada na atividade. Ainda assim, especialistas lembram que a qualificação continua sendo ferramenta importante para prevenção de acidentes.
Lista de novas regras para motoboys e mototaxistas
As principais alterações do Move Brasil para motoboys incluem:
- Fim da obrigatoriedade da placa vermelha;
- Retirada de taxas ligadas à regularização no Detran;
- Curso profissionalizante não obrigatório;
- Redução da idade mínima para trabalhar;
- Fim da exigência de dois anos de habilitação.
O conjunto de medidas representa uma das maiores flexibilizações já anunciadas para a categoria.
Governo promete novas medidas para entregadores
As mudanças divulgadas podem não ser as únicas. O Governo Federal informou que novos projetos estão em estudo para beneficiar motoboys e mototaxistas.
Entre as propostas mencionadas estão:
- Criação de 100 pontos de apoio;
- Espaços com banheiros e áreas de descanso;
- Pontos de carregamento de celulares;
- Discussões sobre acidente de trabalho envolvendo profissionais da categoria.
Além disso, também existe a intenção de desenvolver um programa de financiamento para motocicletas, voltado aos trabalhadores do setor.
Mudanças podem transformar o setor de entregas
O crescimento dos aplicativos e do trabalho com motocicletas tornou o segmento um dos mais relevantes da economia urbana brasileira.
Por isso, as novas regras do Move Brasil podem gerar efeitos importantes tanto para quem já atua no setor quanto para novos profissionais interessados em ingressar na atividade.
Enquanto parte da categoria celebra a redução da burocracia e dos custos, especialistas continuam acompanhando como essas mudanças poderão impactar temas como segurança viária, qualificação profissional e condições de trabalho nas cidades brasileiras.