Não desvalorizam: 10 motos que valem ouro na hora de vender em 2026

Veja a lista de motos que quase não desvalorizam e continuam bombando no mercado.

Comprar uma motocicleta vai muito além de escolher design, potência ou economia de combustível. Cada vez mais, consumidores brasileiros analisam um fator decisivo antes de fechar negócio: o valor de revenda da moto. Afinal, um veículo que sofre pouca desvalorização pode representar economia significativa no futuro e maior segurança financeira no momento da troca.

Em 2026, essa preocupação ganhou ainda mais força diante do aquecimento do mercado de motos seminovas e do aumento da busca por modelos com maior liquidez. Um levantamento da Agência Autoinforme, referência no setor automotivo, revelou quais motocicletas mantiveram melhor seu preço após um ano de uso.

O estudo integra a 10ª edição do Selo Maior Valor de Revenda Motos, que analisou 222 modelos comercializados no Brasil e identificou aqueles com os menores índices de depreciação. O resultado mostra um cenário dominado por marcas tradicionais, mas também abre espaço para fabricantes que vêm conquistando terreno entre os brasileiros.

Por que o valor de revenda virou critério essencial na compra de motos?

Nos últimos anos, o comportamento do consumidor mudou. Hoje, muitos motociclistas enxergam a compra não apenas como gasto, mas também como uma forma de preservar patrimônio.

Nesse contexto, a desvalorização da moto tornou-se um indicador relevante. Quanto menor a perda de valor ao longo do tempo, maior tende a ser a facilidade para negociar o veículo futuramente.

Especialistas apontam que diversos fatores influenciam diretamente esse cenário, incluindo:

  1. Confiabilidade mecânica;
  2. Baixo custo de manutenção;
  3. Rede ampla de concessionárias;
  4. Disponibilidade de peças;
  5. Alta procura no mercado de usados;
  6. Boa reputação da marca.

Por isso, motos populares e reconhecidas pela durabilidade costumam liderar rankings ligados à revenda.

Honda domina o ranking e lidera com a Sahara 300

Honda XRE 300 Sahara (Foto: Divulgação)

A grande vencedora do levantamento foi a Honda XRE 300 Sahara, que apresentou apenas 1,9% de desvalorização após um ano de uso.

Na prática, isso significa que o proprietário consegue recuperar quase todo o investimento ao vender a motocicleta. O desempenho reforça a força da Honda no mercado nacional, especialmente em categorias de grande volume e alta procura.

Além da liderança geral, a fabricante japonesa apareceu diversas vezes entre os modelos mais valorizados. Segundo avaliação da própria marca, a performance da Sahara 300 reflete a combinação entre:

  • Projeto moderno;
  • Versatilidade no uso urbano e rodoviário;
  • Tradição do nome XRE;
  • Forte aceitação comercial.

Top 10 motos com melhor valor de revenda em 2026

Confira os modelos que registraram os menores índices de desvalorização de motos no Brasil:

Os números evidenciam um mercado no qual motos com forte reputação e histórico consolidado continuam apresentando excelente liquidez.

Honda mantém força entre as motos mais valorizadas

A presença dominante da Honda no ranking não é coincidência. Modelos como Honda CG 160, Honda PCX 160 e Honda ADV 160 permanecem entre os veículos de duas rodas mais procurados do país, o que impacta diretamente no valor de revenda.

A ampla assistência técnica, somada ao baixo índice de problemas mecânicos e ao grande volume de vendas, ajuda a sustentar os preços no mercado de usados.

Além disso, a marca mantém forte presença em categorias estratégicas como:

  • Scooters;
  • Trails;
  • Street;
  • ATV.

Yamaha mostra força e confirma competitividade

A Yamaha também teve desempenho expressivo no estudo. A Yamaha YBR 125i Factor, segunda colocada geral, registrou apenas 2,3% de desvalorização, consolidando-se como uma das motos street mais valorizadas do Brasil.

A fabricante ainda liderou outros segmentos importantes com:

  • Yamaha MT-03 nas naked até 500 cilindradas;
  • Yamaha MT-07 entre naked médias;
  • Yamaha YZ 250 no segmento off-road.

O resultado confirma a boa reputação da marca japonesa entre consumidores que buscam confiabilidade e liquidez.

Kawasaki, Triumph e Royal Enfield ganham espaço

Kawasaki Ninja 300 (Foto: Divulgação)

O estudo também destacou fabricantes que vêm ampliando presença no mercado brasileiro. A Kawasaki apareceu com desempenho relevante graças a modelos como:

  • Kawasaki Ninja 300;
  • Versys 650;
  • Z650RS;
  • Ninja ZX-10.

A Ninja 300, em especial, chama atenção por unir preço competitivo e pacote premium, mantendo forte valorização. Já a Triumph marcou presença com motocicletas como:

  • Tiger 660 Sport;
  • Speed Twin 900.

Enquanto isso, a Royal Enfield reforçou sua ascensão no segmento custom com:

  • Meteor 350;
  • Super Meteor 650.

Pensar na revenda virou estratégia inteligente

O levantamento mostra que o consumidor brasileiro está cada vez mais atento ao chamado custo total de propriedade. Mais do que escolher a moto mais bonita ou potente, muitos compradores já avaliam quanto poderão recuperar futuramente.

Nesse cenário, modelos tradicionais das fabricantes japonesas continuam liderando, mas motos indianas e britânicas também demonstram crescimento e competitividade.

Para quem pretende trocar de veículo no futuro, acompanhar o valor de revenda das motos pode ser tão importante quanto analisar consumo, desempenho ou tecnologia. Afinal, uma boa escolha hoje pode representar menos perda financeira amanhã.

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