Campeões em valorização: esses carros ficaram MAIS caros em 2026 no Brasil

Mercado brasileiro de carros usados atingiu um recorde histórico em 2025, com mais de 18,5 milhões de transações registradas, segundo dados da Fenauto.

O mercado de carros usados no Brasil vive um momento histórico. Impulsionado pela busca por preços mais acessíveis, menor desvalorização e maior disponibilidade imediata, o segmento vem crescendo de forma consistente desde o período pós-pandemia.

Em 2025, esse movimento atingiu um novo ápice: foram mais de 18,5 milhões de veículos comercializados, o maior volume já registrado desde o início da série histórica, em 2011, segundo dados da Fenauto.

Esse cenário reforça uma tendência clara: o consumidor brasileiro está cada vez mais atento ao custo-benefício e à valorização de revenda, fatores decisivos na hora de trocar de carro. Nesse contexto, estudos especializados ajudam a identificar quais modelos oferecem menor depreciação e maior segurança financeira ao longo do tempo.

Por que os carros seminovos estão em alta?

A preferência por veículos seminovos não acontece por acaso. Além de preços significativamente mais baixos em comparação aos modelos zero-quilômetro, esses carros ainda apresentam baixo nível de desgaste e, muitas vezes, permanecem dentro da garantia de fábrica.

Outro ponto relevante é a previsibilidade de custos. Ao escolher um carro com boa retenção de valor, o consumidor reduz o impacto da desvalorização, tornando a compra mais estratégica, especialmente em um cenário econômico desafiador.

Foto: Shutterstock

Como foi feito o levantamento dos carros que menos desvalorizam

O estudo que embasa o guia Melhor Revenda 2026 analisou dezenas de modelos disponíveis no mercado brasileiro. A metodologia considerou a comparação entre os valores de veículos novos e seus respectivos preços após um ano de uso, com base na Tabela Fipe.

Foram avaliados mais de 200 modelos, distribuídos em diversas categorias, incluindo automóveis de passeio e veículos comerciais leves. A média geral de desvalorização do mercado ficou em 12%, servindo como referência para identificar os modelos que se destacaram positivamente.

Importante destacar que veículos recém-lançados, modelos que passaram por mudanças de geração ou que saíram de linha foram excluídos da análise, garantindo maior precisão nos resultados.

Destaques entre os carros que menos desvalorizam

Entre os carros mais econômicos do Brasil, o destaque ficou para o Renault Kwid, que retomou a liderança entre os subcompactos com uma das menores taxas de depreciação do segmento.

Renault Kwid (Foto: Divulgação)

No grupo dos hatches compactos, o Peugeot 208 surpreendeu ao assumir o topo, refletindo uma mudança na percepção do consumidor em relação à marca, especialmente após sua reestruturação global.

Já no segmento de sedãs compactos, o Honda City Sedan consolidou sua força ao conquistar mais um título, apresentando uma queda cada vez menor na desvalorização ao longo dos anos, um indicativo claro de valorização no mercado.

Entre os sedãs médios, o tradicional Toyota Corolla mostrou mais uma vez sua consistência, mantendo seu valor praticamente estável durante o período analisado.

SUVs e picapes: os queridinhos do mercado também se destacam

Os SUVs no Brasil continuam dominando as preferências, e modelos como o Fiat Pulse e o Citroën Basalt chamaram atenção por sua competitividade e baixa desvalorização.

No segmento médio, o Chevrolet Equinox surpreendeu ao apresentar valorização real, um fenômeno raro no setor automotivo. Já entre os utilitários mais caros, o Toyota SW4 manteve forte retenção de valor, impulsionado por estratégias como garantia estendida.

As picapes, por sua vez, seguem como referência em valorização. A Fiat Strada, líder de vendas no país, também lidera em menor depreciação. No segmento médio, a Toyota Hilux reforça sua reputação como uma das opções mais seguras em termos de revenda.

Fiat Strada (Foto: Divulgação)

Carros elétricos e híbridos também entram no radar

Com o avanço da eletrificação, os carros elétricos e híbridos no Brasil começam a mostrar seu comportamento no mercado de usados. Modelos como Volvo EX30, GWM Ora 03 e Renault Mégane E-Tech apresentaram baixa desvalorização, enquanto veículos de luxo, como Porsche Taycan, chegaram a se valorizar.

Esse movimento indica que, mesmo sendo uma tecnologia relativamente nova no país, os eletrificados já começam a ganhar espaço também no mercado secundário.

O segmento de veículos comerciais leves também demonstrou grande resiliência. Modelos como Renault Master e Peugeot Partner apresentaram baixas taxas de depreciação, refletindo a alta demanda por veículos utilitários no setor de logística e serviços.

Volvo EX30 (Foto: Divulgação)

Escolher bem é economizar no futuro

O crescimento do mercado de carros usados no Brasil mostra que o consumidor está mais informado e estratégico. Avaliar a desvalorização de veículos, o histórico de mercado e a demanda são fatores essenciais para garantir um bom investimento.

Mais do que apenas comprar um carro, trata-se de tomar uma decisão inteligente, que impacta diretamente no bolso no médio e longo prazo. Em um cenário onde cada real conta, escolher um modelo com boa valorização pode fazer toda a diferença.

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