Carro com km baixa demais? Pode ser golpe; saiba como escapar

Esse golpe na quilometragem pode estar no carro dos seus sonhos.

Consumidores enfrentam um velho problema no mercado de usados: o golpe da quilometragem, que manipula a leitura do odômetro para valorizar veículos.

Mesmo com carros cada vez mais eletrônicos, golpistas ainda exploram brechas para maquiar números. Além disso, a Justiça trata a prática como estelionato, o que reforça a gravidade do crime.

Porém, a fraude ganhou um aliado recente: o travaodômetro. Na prática, o carro segue rodando, contudo a contagem no odômetro não sobe. E o truque usa um acessório simples instalado atrás do painel, o que complica a detecção visual.

Como o golpe acontece hoje?

Foto: iSTock

Vendedores inescrupulosos reduzem números para simular menor desgaste e, assim, elevar o preço. Enquanto isso, parte deles prefere bloquear a leitura durante deslocamentos, evitando alterações visíveis. Desse modo, o comprador encontra um histórico aparente de baixa rodagem, embora a realidade seja outra.

A evolução eletrônica, paradoxalmente, facilitou técnicas de adulteração. Por outro lado, o travaodômetro mantém o marcador imóvel enquanto o veículo se movimenta, criando uma falsa impressão de conservação. Além disso, a instalação atrás do conjunto de instrumentos exige atenção redobrada em inspeções.

Quais são os sinais de inconsistência na quilometragem?

Suspeitas surgem quando indícios apontam rodagem elevada, mas o painel mostra pouco uso. Por exemplo, você nota marcas de longa utilização e, entretanto, lê apenas 32 mil quilômetros. Em casos assim, há chance de o carro ter passado de 100 mil.

Primeiro, confronte o estado geral com o número apresentado. Depois, avalie a coerência entre uso declarado e manutenção. Por fim, se a conta não fecha, trate a divergência como alerta e siga para uma checagem técnica aprofundada.

Um computador específico, ao se conectar à central eletrônica, informa com precisão a quilometragem efetivamente percorrida.

Assim, o laudo elimina dúvidas e demonstra a extensão da suposta adulteração. Além disso, o procedimento fornece base objetiva para as medidas jurídicas cabíveis.

Leitura na central eletrônica e artigo 171

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Se a análise confirmar alteração indevida, você pode acionar o artigo 171 e responsabilizar envolvidos. Entretanto, guarde registros e testemunhos para robustecer a denúncia. Portanto, a combinação de evidências e diagnóstico eletrônico fortalece a punição do golpe.

Consumidor atento reduz riscos e, consequentemente, evita prejuízos. Exija a varredura com equipamento adequado, confronte resultados com indícios e registre tudo. Por fim, ao constatar fraude na quilometragem, procure autoridades e faça valer a lei contra o estelionato.

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