Compensa comprar carro usado? Dicas para se dar bem e não sair no prejuízo

Negociação de um automóvel de segunda mão precisa ser feita com cuidado para evitar golpes e prejuízos.

O processo de compra de um carro usado não é dos mais fáceis para o motorista que se preocupa em fazer um bom negócio e evitar golpes. A situação ficou especialmente complicada após as enchentes no Rio Grande do Sul, já que um grande volume de veículos recuperados após os alagamentos entrou no mercado.

Não há problema quando o vendedor informa o histórico do modelo e o proprietário tem a chance de tomar uma decisão com base em todas as informações. Por outro lado, existem pessoas que fazem uma “maquiagem” no produto para ocultar danos potencialmente problemáticos.

Segundo Jair Limberger, dono da City Car de Santa Cruz do Sul, um dos grandes desafios dos veículos alagados é os defeitos em sensores após o contato com a água.

“Os carros modernos estão repletos de sensores que controlam desde os freios até a queima de combustível. Quando esses sensores são afetados pela água, seu funcionamento pode ser comprometido, o que não é perceptível a olho nu”, explica.

Esses defeitos ocultos podem aparecer mesmo após a aparente recuperação e comprometer componentes essenciais para o funcionamento do veículo, como motor e câmbio.

“É como um veículo batido. Mesmo que a aparência externa esteja recuperada, há peças internas que podem ter sido danificadas e começar a apresentar problemas com o tempo”, alerta o especialista.

Dicas para se dar bem na compra de um veículo usado

Foto: Shutterstock

O comprador que não tem interesse em adquirir um carro de enchente ou quer garantir que está fazendo um bom negócio deve seguir algumas recomendações simples no momento da negociação. A primeira delas é a verificação de documentos e histórico do veículo.

É importante checar a existência de pendências administrativas, multas ou débitos, além de fazer uma consulta online na base Renavam (Registro Nacional de Veículos Automotores). Se possível, procure também informações sobre o vendedor.

Outra orientação é examinar a parte elétrica e eletrônica com atenção e cuidado, sem esquecer de checar se todos os recursos estão funcionando corretamente. Feito isso, é hora de verificar os estofamentos e carpetes à procura de eventuais sinais de que ele passou por uma enchente, como mofo ou manchas.

O passo seguinte é uma inspeção mecânica completa de motor, transmissão, suspensão e freios, processo no qual o comprador deve observar a presença de sinais de corrosão ou vazamentos de fluidos.

Em todas as etapas, vale a pena contar com a ajuda de um mecânico de confiança, mas o auxílio profissional é particularmente importante durante a checagem das partes mecânica e elétrica.

Por fim, a última dica é realizar um teste de direção para sentir de perto como o veículo funciona. Fique de ouvidos bem abertos para qualquer barulho diferente e atente-se a possíveis vibrações estranhas ou sinais de desempenho inadequado.

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