Surpresa para motoristas: Toyota Corolla não aceita etanol e o motivo vai te deixar indignado

Apesar da reputação de durabilidade, Toyota enfrenta desafios com motores no Brasil devido ao uso de etanol, afetando modelos como o Corolla e Hilux.

Quando o assunto é Toyota Corolla, a primeira imagem que vem à mente dos brasileiros é a de um carro confiável, durável e praticamente “inquebrável”.

Afinal, o modelo é líder de vendas mundial e consolidou a reputação da marca japonesa como referência em qualidade. Mas, por incrível que pareça, existe uma recomendação oficial das concessionárias no Brasil que surpreende motoristas: não abastecer o Corolla com etanol.

A orientação deixa qualquer dono de carro flex perplexo. Afinal, o etanol é um combustível limpo, renovável e mais barato, amplamente utilizado no país. Mas por que, então, um dos sedãs mais vendidos do Brasil não pode ser abastecido com ele?

Corolla e etanol: o problema por trás do motor

Toyota Corolla (Foto: Divulgação/Toyota)

Um proprietário relatou ter levado o veículo à concessionária para reparar falhas no motor. Ao retirar o carro, recebeu a seguinte advertência da recepcionista:

“Não há custo pelo conserto, já que está na garantia. Mas, por favor, não continue abastecendo com etanol.”

A partir daí, a polêmica se abriu. Investigações revelaram que:

  • A recomendação é repassada oficialmente pela Toyota às concessionárias;
  • O motor do Corolla, com injeção direta, apresenta falhas nos bicos injetores quando abastecido com etanol;
  • O problema não é do combustível, mas da falta de adaptação do motor da marca ao mercado brasileiro.

Especialistas em motores confirmam que o defeito está na peça importada da Turquia. Como, naquele país, o Corolla roda apenas com gasolina, os componentes não receberam o tratamento especial necessário para suportar o etanol, como fazem outras montadoras que atuam no Brasil.

Ou seja: não é o etanol o vilão da história, mas sim a falta de adequação técnica da Toyota.

Hilux e SW4 também apresentam falhas

Durante a apuração, outro problema veio à tona: as picapes Hilux e SW4 também estão apresentando falhas graves. Proprietários relatam que a bomba de alta pressão do motor a diesel pode simplesmente parar, provocando a quebra da corrente.

Segundo análises metalúrgicas, a causa estaria em alterações na liga metálica do pistão, que aumentaram o teor de cobalto e reduziram a resistência do componente. Na prática, centenas de veículos foram afetados, deixando motoristas literalmente “na mão”.

Dois pesos e duas medidas no mercado automotivo

Curiosamente, quando defeitos semelhantes ocorrem em marcas como Chevrolet, Ford ou Fiat, os casos ganham repercussão imediata, com vídeos viralizando nas redes sociais e pressão popular sobre as montadoras. Mas, quando envolvem a Toyota, os problemas parecem passar despercebidos.

No Reclame Aqui, por exemplo, praticamente não há registros sobre o defeito do Corolla com etanol. A força da reputação da marca japonesa faz com que até consumidores insatisfeitos evitem expor publicamente suas críticas.

Toyota no Brasil: prestígio inabalável?

Mesmo indo na contramão da tendência global de combustíveis renováveis e sustentáveis, a Toyota parece não se preocupar em restringir o uso do etanol em seus modelos.

O prestígio da marca é tão forte que o consumidor brasileiro continua comprando Corolla e Hilux “de olhos fechados”, mesmo diante dos relatos de falhas técnicas.

Afinal, como diz o ditado, “cria fama e deita na cama”. Mas até quando a imagem de durabilidade da Toyota resistirá a problemas que poderiam ser evitados com uma simples adaptação ao mercado nacional?

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