Adesivo ‘anti-radar’ é ilegal e pode causar prisão: cuidado para não se dar mal
Adesivos "milagrosos" para evitar leitura de placas geram multas e prisões.
Películas “milagrosas” para placas saíram do nicho e entraram no radar das autoridades em 2026. Vendidas como discretas, elas prometem confundir radares e câmeras, mas o efeito prático acendeu o alerta.
O uso passou a ser tratado como tentativa de fraude, com reflexos administrativos e penais. A resposta veio rápida e pegou muitos espertinhos de surpresa.
Detrans e Polícias Militares ampliaram operações, enquanto a tecnologia avançou: sensores atuais identificam reflexos anômalos, variações de brilho e distorções na leitura. Assim, o que parecia invisível virou evidência automática, acionando centrais e equipes de fiscalização.
O risco é alto para quem insiste. As consequências incluem multa, remoção do veículo e enquadramento por adulteração de sinal identificador, com possibilidade de prisão.
Como o truque do adesivo ‘anti-radar’ funciona
O material utiliza reflexão de luz para enganar sensores. Trata-se de um adesivo transparente aplicado sobre um ou mais números da placa, seja no padrão Mercosul ou no antigo cinza. Porém, a olho nu, tudo parece normal até que flashes ou infravermelho incidam.
Nesse momento, a superfície devolve luminosidade à lente, cria um clarão e oculta dígitos na imagem. Além disso, sensores infravermelhos intensificam o efeito.
Entretanto, os sistemas atuais reduziram a brecha, já que a calibragem identifica padrões anômalos de brilho.
Os sensores de fiscalização modernos, em 2026, reconhecem distorções de reflexão e disparam alertas automáticos para centrais de monitoramento. Dessa forma, equipes direcionam abordagens em tempo real. A integração com operações do Detran e da Polícia Militar também elevou a efetividade.
O que diz a lei e as punições aplicadas
A legislação brasileira trata a legibilidade da placa como requisito essencial. O artigo 230 do Código de Trânsito Brasileiro (CTB) classifica intervenções que prejudiquem a identificação como infração de natureza gravíssima.
Nesses casos, o condutor recebe penalidades administrativas e acumula pontos na CNH.
A infração gravíssima resulta em 7 pontos na CNH do condutor e multa no valor de R$ 293,47. Como medida administrativa, o veículo é removido para regularização. Além disso, a conduta configura um risco criminal, enquadrando-se no Art. 311 do Código Penal, com pena de reclusão de 3 a 6 anos.
As autoridades enquadram o adesivo como adulteração de sinal identificador de veículo. Como há dolo, os policiais podem efetuar a prisão em flagrante durante a abordagem. Em muitos casos, não basta pagar fiança, pois a pena prevista é de reclusão.
Por que a placa legível é tão importante
A placa não serve apenas para medir velocidade; ela também sustenta ações de segurança pública e protege o patrimônio. Portanto, impedir a leitura automática gera um impacto direto em investigações e na resposta policial. A seguir, veja os usos essenciais mantidos pelo Detran e pelas forças de campo.
- Identificação de veículos roubados ou furtados;
- Suporte em investigações de segurança pública;
- Combate a fraudes e clonagem de veículos.
A tentativa de economizar com um truque gera prejuízo alto e risco real à liberdade. Em vez disso, motoristas devem manter placas íntegras e legíveis, respeitar limites e seguir a lei. Assim, evitam multas, remoção e processos criminais em 2026.