Melhor nem sair de casa? Estudo mostra a data do ano onde MAIS acontecem acidentes
A data mais temida do calendário pode ser também a mais perigosa no trânsito, segundo supersticiosos.
A crença de que a Sexta-feira 13 carrega azar atravessa gerações e culturas, mas será que essa superstição tem reflexos reais no trânsito?
Pesquisas indicam que, mais do que coincidência, o comportamento humano pode influenciar diretamente os índices de acidentes nessa data.
Entender esse fenômeno ajuda a separar mito de realidade e, principalmente, reforça a importância de atitudes conscientes ao volante.
Sexta-feira 13 e o aumento de acidentes

Foto: Shutterstock
Um levantamento conduzido pela seguradora britânica Norwich Union analisou registros de acidentes de trânsito entre 2002 e 2006 e identificou um dado curioso: quando o dia 13 coincide com uma sexta-feira, o número de ocorrências tende a ser cerca de 13% maior em comparação com outros dias do mês.
Durante o período analisado, houve seis ocasiões em que a data caiu numa sexta-feira, e em todas elas o volume de acidentes superou a média.
Já quando o dia 13 ocorreu em outros dias da semana, não houve aumento significativo, pelo contrário, os índices ficaram dentro ou até abaixo da média mensal.
Esse contraste sugere que o fator determinante não está no calendário em si, mas na forma como as pessoas reagem à carga simbólica da data.
O papel da psicologia no comportamento ao volante
Especialistas apontam que o fenômeno pode ser explicado principalmente por aspectos psicológicos. Segundo representantes da seguradora, a crença de que a data é “azarada” pode alterar a postura dos motoristas, gerando dois comportamentos opostos, e ambos potencialmente perigosos:
- Ansiedade e tensão excessiva, que prejudicam a concentração.
- Imprudência, motivada por uma tentativa inconsciente de “desafiar” o azar.
Em outras palavras, não são as condições das vias ou fatores climáticos que elevam o risco, mas sim a percepção subjetiva de perigo.
Esse efeito é conhecido como profecia autorrealizável: a expectativa de algo negativo acaba influenciando atitudes que aumentam a probabilidade de ocorrência.
O dia 26: o contraponto inesperado
Curiosamente, o mesmo estudo identificou o dia 26 como o mais seguro para dirigir. Nessa data, o volume de acidentes ficou cerca de 8% abaixo da média mensal.
Embora não exista uma explicação definitiva, a ausência de associações culturais ou simbólicas negativas pode contribuir para um comportamento mais relaxado e natural dos condutores, reduzindo riscos.
Segurança no trânsito não depende de superstição

Foto: iStock
Mesmo com dados curiosos, especialistas reforçam que a principal lição não está no calendário, mas na atitude dos motoristas. A segurança viária é resultado de fatores concretos, como atenção, respeito às leis de trânsito e condições do veículo.
Independentemente de crenças ou datas específicas, práticas simples continuam sendo determinantes para reduzir acidentes:
- Manter distância segura do veículo à frente;
- Evitar distrações, como uso do celular;
- Respeitar limites de velocidade;
- Realizar manutenção preventiva regularmente.
Mais consciência, menos superstição
A ideia de que a Sexta-feira 13 é um dia perigoso pode até ter influência estatística, mas não por motivos sobrenaturais. O que realmente muda é o comportamento das pessoas diante da expectativa de risco.
Por isso, a melhor estratégia para garantir viagens seguras não está em evitar datas, e sim em cultivar atenção, prudência e responsabilidade ao dirigir.
Afinal, a segurança nas estradas não depende do calendário, depende das escolhas de cada motorista, todos os dias do ano.