Motorista leva susto na bomba: combustível muito usado sobe para R$ 7,13 e atinge novo pico

Combustível atinge o maior valor médio desde maio, em meio à queda nas importações e ao aumento dos gastos públicos com subsídios.

O bolso do motorista voltou a sentir o peso dos combustíveis. O diesel S-10 alcançou o maior preço médio desde maio e chegou a R$ 7,13 por litro, segundo dados da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP).

O valor representa alta de 2,3% em relação ao levantamento anterior e reforça a pressão sobre um insumo essencial para o transporte de cargas, o agronegócio e a distribuição de mercadorias no país.

Diesel lidera avanço nos postos

Além do S-10, o diesel comum foi vendido, em média, por R$ 6,65. A gasolina apareceu a R$ 6,54 por litro, enquanto o etanol hidratado teve preço médio de R$ 4,08.

A alta do diesel preocupa porque o Brasil ainda depende de importações para complementar a oferta interna. Como a produção das refinarias não cobre integralmente a demanda nacional, qualquer desequilíbrio entre o preço doméstico e o mercado internacional pode afetar a entrada do combustível no país.

Preço do diesel voltou a subir nos postos brasileiros e chegou a R$ 7,13 por litro, segundo dados da ANP.

Importações perdem atratividade

Segundo avaliação apresentada pelo governo, a diferença entre os preços internos e a paridade internacional já supera R$ 3,89 por litro. Esse cenário reduz a viabilidade econômica das importações feitas por agentes privados.

O efeito já começou a aparecer nos volumes comprados do exterior. Houve recuo das importações de diesel em setembro, e a expectativa é de continuidade desse movimento em outubro caso a diferença de preços permaneça elevada.

Como o diesel abastece grande parte dos caminhões e máquinas agrícolas, aumentos prolongados podem pressionar fretes, custos de produção e preços ao consumidor.

Governo amplia subsídios e corta tributos

Para tentar limitar os reajustes, o governo federal ampliou medidas de apoio ao setor. Em março, foi criada uma subvenção de R$ 0,32 por litro de diesel, além da redução a zero de PIS e Cofins sobre importação e comercialização do combustível.

Em julho, outra medida estabeleceu subvenção de R$ 0,44 por litro de gasolina. Já em setembro, foi autorizada uma nova ajuda de R$ 1 por litro de diesel rodoviário, além de cortes temporários de tributos sobre gasolina e etanol.

No caso da gasolina, a redução de PIS/Pasep e Cofins correspondeu a R$ 0,63 por litro. Para o etanol hidratado, as contribuições foram zeradas durante o período definido. No diesel, os benefícios podem alcançar R$ 2,12 por litro para distribuidoras.

Caminhões movimentam grande parte das mercadorias no Brasil, tornando o preço do diesel decisivo para os custos logísticos.

Alta acumulada passa de 14%

Mesmo com as medidas, o diesel S-10 acumula alta de 14,45% desde 28 de fevereiro. A gasolina comum subiu 3,98% no mesmo intervalo.

O esforço fiscal também cresceu. Segundo os dados apresentados, os pagamentos federais ligados aos programas de subsídio ao diesel, gasolina e gás liquefeito de petróleo já somam R$ 9,9 bilhões.

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