Motoristas que não sabem o que diz o art. 162 do CTB podem pagar MULTA de quase R$ 1.000

Conhecer as regras para manter a CNH atualizada ajuda a evitar multas e complicações durante fiscalizações de trânsito.

Ignorar a data de validade da habilitação pode parecer um detalhe irrelevante na rotina, mas essa decisão pode gerar consequências legais e financeiras significativas.

Muitos condutores ainda subestimam os riscos de circular com a CNH vencida, sem perceber que a legislação brasileira é bastante objetiva sobre o tema.

O Código de Trânsito Brasileiro (CTB) estabelece regras claras, prazos específicos e penalidades bem definidas, e conhecê-las é essencial para evitar transtornos desnecessários.

Se você dirige com frequência, entender o que diz a lei sobre dirigir com CNH vencida, como funcionam os prazos e qual é o processo correto de renovação pode fazer toda a diferença na sua segurança jurídica.

O que diz a lei sobre dirigir com CNH vencida?

Foto: iStock

De acordo com o artigo 162, inciso V do CTB, conduzir um veículo com a carteira de habilitação vencida há mais de 30 dias configura infração.

Existe, no entanto, um ponto importante: após o vencimento, o motorista ainda tem um prazo de 30 dias de tolerância, durante o qual pode continuar dirigindo normalmente, desde que não haja nenhuma outra irregularidade no documento.

Após esse período, o cenário muda completamente. O condutor passa a estar sujeito à autuação em qualquer fiscalização, já que a validade da CNH está diretamente ligada à comprovação de aptidão física e mental, exigida periodicamente.

Quais são as penalidades por dirigir com CNH vencida?

Quando o prazo de tolerância é ultrapassado, a infração passa a ser considerada grave, trazendo consequências que vão além de uma simples advertência.

Entre as principais penalidades previstas no CTB, destacam-se:

  • Multa de natureza grave, atualmente cerca de R$ 880,41 (3x), conforme valor estabelecido pela legislação vigente;
  • 5 pontos na CNH, impactando o prontuário do motorista;
  • Retenção do veículo, até que um condutor habilitado possa assumir a direção.

Essas medidas demonstram que dirigir com a CNH vencida não é apenas uma falha administrativa, mas uma infração com impacto direto na vida do condutor.

CNH vencida não é o mesmo que dirigir sem habilitação

Um erro comum é confundir CNH vencida com ausência total de habilitação. Embora ambas sejam infrações, há diferenças importantes. Quem está com a CNH vencida já passou pelo processo de habilitação, mas deixou de atualizar os exames obrigatórios

Já quem dirige sem CNH, ou com o direito de dirigir suspenso ou cassado, comete uma infração mais grave, sujeita a penalidades mais severas

Ou seja, apesar de ser uma irregularidade, a CNH vencida ainda indica que o condutor possui histórico de habilitação — o que não ocorre nos outros casos.

Validade da CNH: entenda os prazos por idade

A legislação atual estabelece prazos diferentes para a validade da CNH, considerando a idade do motorista no momento da emissão ou renovação:

  • Até 49 anos: validade de até 10 anos;
  • De 50 a 69 anos: validade de até 5 anos;
  • A partir de 70 anos: validade máxima de 3 anos.

Vale lembrar que esses prazos podem ser reduzidos conforme avaliação médica, especialmente em casos que exigem acompanhamento mais frequente da saúde do condutor.

Como renovar a CNH e evitar problemas no trânsito?

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A renovação da CNH é um processo relativamente simples, mas que exige atenção aos prazos. Em geral, o procedimento inclui:

  • Agendamento no Detran do estado;
  • Pagamento das taxas obrigatórias;
  • Realização de exame médico (e psicológico, quando necessário).

Após a aprovação, o documento é atualizado e o motorista volta a estar plenamente regularizado — muitas vezes com acesso imediato à CNH digital.

Dica essencial: antecipe-se para não correr riscos

A melhor estratégia para evitar multas e complicações é simples: não deixe a CNH vencer. Utilizar lembretes no celular, acompanhar a data de validade e iniciar o processo de renovação com antecedência são atitudes que evitam dores de cabeça.

Afinal, em um cenário onde a fiscalização é cada vez mais rigorosa, manter a documentação em dia não é apenas uma obrigação legal, é uma demonstração de responsabilidade no trânsito.

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