Nem vermelho, nem azul: a cor vibrante que virou tendência nos carros

Relatório anual da BASF mostra crescimento de uma cor inusitada nos carros.

Por anos, os estacionamentos pareceram vitrines monocromáticas, dominadas por tons discretos e previsíveis. Porém, no último ano, esse cenário começou a mudar.

O relatório anual da BASF, referência global em tintas automotivas, indica que o gosto do consumidor segue fiel ao branco, preto e cinza, mas abre espaço crescente para cores mais expressivas e identitárias.

No recorte global, o branco ainda lidera com folga e aparece em 33% dos veículos zero-quilômetro. O preto vem na sequência, com 23%, enquanto o cinza responde por 19% da frota nova.

Apesar da força dos neutros, o avanço de outras tonalidades revela um mercado menos conservador do que na última década. Entre as mudanças mais visíveis, o verde ganhou tração e o prata voltou a disputar relevância, após anos em segundo plano.

As preferências, porém, variam conforme a região, tornando o mapa cromático mais fragmentado. Assim, a indústria passa a lidar com um consumidor que aceita o clássico, mas já não dispensa personalidade na escolha da cor.

Tons vibrantes e volta do prata

Nos Estados Unidos, ganham destaque tons vibrantes, como vermelho e azul, ao lado do preto. Já na Ásia, prevalecem escolhas monocromáticas, com foco em cinza e prata.

Na Europa, preto e cinza se sobressaem, enquanto o amarelo marca 1% no âmbito global, porém, não nas Américas.

Em alguns mercados, o branco cedeu espaço, e o prata retomou relevância ao alcançar 13%. O marrom manteve baixa adesão, com apenas 1% das vendas.

Os números confirmam a liderança dos neutros, mas indicam uma virada gradual rumo à diversidade cromática. O verde cresce, o prata volta ao radar e o amarelo resiste em nichos, ao passo que montadoras e fornecedores ajustam seus portfólios para acompanhar essa reconfiguração.

Mudanças na paleta automotiva

Os dados da BASF delineiam um cenário de transição controlada. O topo segue neutro, mas os degraus inferiores se movem. Dessa forma, a base de cores ganha diversidade sem romper o padrão dominante. A seguir, veja os principais percentuais consolidados.

  • 33%: branco na frota zero-quilômetro mundial.
  • 23%: preto no consolidado global.
  • 19%: cinza na frota global.
  • 13%: prata em mercados onde o branco perdeu força.
  • 1%: marrom nas vendas globais.
  • 1%: amarelo no mercado global em quase todas as regiões, exceto nas Américas.
  • 4%: verde nos Estados Unidos após dobrar em um ano.

Impulso do verde

O verde registrou um crescimento de 1% no consolidado global. Nos Estados Unidos, o salto foi mais significativo: a participação dobrou e atingiu 4% em apenas um ano. O avanço sinaliza a busca por uma identidade visual mais marcante, sem descartar a sobriedade tradicional.

Para o consumidor, as opções se ampliam sem abandonar clássicos como branco, preto e cinza. Dessa maneira, a decisão de compra ganha nuances regionais e estéticas, com combinações que equilibram tradição, personalidade e valor de revenda.

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