Novo alvo dos ladrões: cabos de carregadores de carros elétricos

Cabos de cobre de carregadores elétricos são alvos frequentes de furtos, impactando carros híbridos e elétricos no Brasil.

A expansão dos carros elétricos e híbridos plug-in no Brasil trouxe uma nova preocupação para empresas e motoristas: o furto dos cabos utilizados nos pontos de recarga. Instalados em estacionamentos, postos, shoppings e áreas públicas, os equipamentos passaram a chamar a atenção de criminosos interessados principalmente no cobre existente em sua estrutura.

Casos recentes foram registrados em cidades como Curitiba, Florianópolis e Brasília. Em algumas ocorrências filmadas por câmeras de segurança, criminosos conseguem cortar o cabeamento em poucos segundos utilizando ferramentas simples.

Por que os cabos viraram alvo?

Furtos de cabos avançam e ameaçam expansão dos carros elétricos no país.

O principal atrativo é o valor do cobre no mercado clandestino de sucata. Embora a quantidade retirada de cada carregador não seja necessariamente elevada, a facilidade de acesso torna determinadas estações vulneráveis, sobretudo durante a madrugada.

O prejuízo, entretanto, vai muito além do material furtado. Segundo empresas do setor, a reposição de um cabo pode custar milhares de reais e, dependendo do tipo de carregador, superar R$ 10 mil. Em algumas instalações, os danos totais podem atingir valores ainda maiores.

Enquanto o equipamento permanece parado, motoristas ficam sem recarga, o operador perde receita e estabelecimentos parceiros podem enfrentar reclamações.

Setor começa a reforçar os eletropostos

Diante do problema, empresas de infraestrutura de recarga estão adotando diferentes camadas de proteção. Entre as alternativas estão revestimentos resistentes ao corte, reforços metálicos, videomonitoramento, telemetria e controle de acesso.

Alguns projetos também passaram a manter o cabo dentro de compartimentos protegidos, liberados somente quando o motorista inicia uma recarga pelo aplicativo ou sistema de autenticação.

A preocupação começa ainda na escolha do local. Pontos instalados em áreas abertas ou pouco movimentadas exigem monitoramento maior, iluminação adequada e, em algumas situações, segurança presencial.

Tecnologia pode até marcar o criminoso

Criminosos estão roubando cabos de carregadores e setor reage com novas proteções.

No exterior, soluções mais sofisticadas também começam a surgir. A fabricante finlandesa Kempower aprovou uma tecnologia chamada CableGuard, desenvolvida pela Formula Space.

Além de dificultar o corte do cabo, o sistema possui um mecanismo de identificação forense. Quando ocorre uma violação, um fluido transparente com um código específico é liberado sobre o responsável e seus pertences.

A substância pode posteriormente ser identificada sob luz ultravioleta, permitindo relacionar o suspeito ao ponto de recarga onde ocorreu o ataque.

Problema cresce junto com a eletromobilidade

Ainda não existem estatísticas nacionais consolidadas exclusivamente sobre furtos em carregadores de veículos elétricos, mas empresas do setor relatam aumento das ocorrências.

O desafio agora é fazer a infraestrutura de recarga crescer acompanhada de segurança. Afinal, um cabo cortado não representa apenas prejuízo financeiro: significa também menos confiança e disponibilidade para quem depende dos eletropostos para continuar viagem.

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