Nunca solte o cinto imediatamente: veja como agir se o carro capotar

Entenda os riscos e as melhores práticas para sair de situações de capotamento com segurança e eficácia.

Um capotamento de carro pode transformar poucos segundos no trânsito em uma situação de alto risco. Além do impacto inicial, vítimas e pessoas que tentam ajudar precisam lidar com possíveis lesões, instabilidade do veículo, vazamentos e até incêndios.

Por isso, saber o que fazer após um capotamento pode evitar que uma emergência se torne ainda mais grave. Segundo orientações do Corpo de Bombeiros, mesmo quem aparentemente está bem pode apresentar traumatismos na cabeça, pescoço ou coluna, além de fraturas, hemorragias e lesões internas.

Carro capotado pode continuar oferecendo riscos

Capotamento no trânsito: o que fazer nos primeiros minutos pode fazer toda a diferença.

Após um acidente de trânsito, o automóvel deve ser considerado potencialmente instável, principalmente quando permanece sobre o teto, de lado, em barrancos ou apoiado em outros objetos.

Também é preciso observar possíveis vazamentos de combustível, fumaça, incêndios, vidros quebrados, ferragens expostas e fios elétricos. Em carros elétricos e híbridos, componentes de alta tensão representam um risco adicional.

Se não houver ameaça imediata, como fogo ou possibilidade de submersão, a vítima deve evitar movimentos bruscos e aguardar atendimento especializado pelo Corpo de Bombeiros, no telefone 193.

Não solte o cinto imediatamente

Quando o veículo termina de cabeça para baixo, retirar o cinto de segurança repentinamente pode provocar uma queda sobre a cabeça ou o pescoço.

Caso seja realmente necessário abandonar o automóvel por existir perigo imediato, a orientação é estabilizar o corpo antes de abrir o cinto. A pessoa deve buscar um apoio firme, sustentar cuidadosamente o peso corporal e realizar movimentos lentos. Havendo mais ocupantes, a saída deve ocorrer de maneira organizada, um passageiro por vez.

O que não fazer durante o socorro

Capotamento assusta, mas um erro pode ser ainda pior.

Quem presencia um capotamento também precisa agir com cautela. Entre os principais erros estão:

  • Puxar a vítima pelos braços ou pernas;
  • Mandar a pessoa levantar ou movimentar o pescoço;
  • Soltar bruscamente o cinto de alguém suspenso;
  • Tentar empurrar ou desvirar o automóvel;
  • Mexer em ferragens, airbags ou componentes elétricos;
  • Oferecer alimentos, água ou medicamentos;
  • Aproximar-se diante de fogo, combustível ou risco elétrico.

O ideal é sinalizar o local, chamar o 193 e conversar com a vítima, orientando-a a permanecer imóvel enquanto o resgate chega.

Crianças e idosos exigem atenção redobrada

Crianças, idosos e pessoas com mobilidade reduzida não devem ser retirados de forma improvisada quando não existe perigo imediato. Bebês corretamente presos em bebê-conforto ou cadeirinha também devem permanecer no dispositivo até avaliação adequada. A exceção ocorre diante de uma ameaça imediata à vida.

Fora dessas situações, o procedimento mais seguro é aguardar profissionais treinados, capazes de estabilizar o veículo e realizar a retirada da vítima de maneira controlada.

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