Se você tem um desses, fique atento: os 4 elétricos favoritos dos ladrões

Furtos de veículos elétricos na maior cidade do país aumentam 126% em 2025.

A popularização dos veículos elétricos no Brasil trouxe uma nova dinâmica para o crime urbano. Em São Paulo, os furtos e roubos desses carros registraram um aumento expressivo no primeiro trimestre de 2025, mais que dobrando em relação ao mesmo período do ano anterior.

Segundo levantamento feito pela Folha de São Paulo com dados da Polícia Civil e da Ituran, houve 34 ocorrências entre janeiro e março, superando os 15 casos de 2024 e até o total de 33 registrados em todo o ano passado.

Apesar do crescimento, os elétricos ainda representam uma fração mínima dos crimes automobilísticos na capital, com 89 registros em 2024 e uma participação inferior a 0,3%. O cenário mostra que, embora a criminalidade acompanhe a expansão do setor, os números permanecem relativamente baixos.

Realidade dos crimes em números

Os casos envolveram carros, utilitários, caminhões e motos que operam com eletricidade ou em versão híbrida. No recorte do primeiro trimestre, 55,28% configuraram roubo e 44,72% furto.

Assim, a predominância de abordagens diretas reflete as barreiras técnicas, como travas eletrônicas e chaves codificadas.

O avanço de um mercado clandestino de peças para veículos elétricos e híbridos preocupa. A dificuldade de reposição e a longa espera por importação impulsionam a demanda. Além disso, componentes que não aparecem em desmanches podem circular pela internet, alimentando novas investidas.

Série histórica recente

Embora o fenômeno ainda represente uma fração do universo de ocorrências, a tendência acelera. No primeiro trimestre de 2025, já se superou o acumulado de 2023. Por outro lado, 2024 fechou com 89 queixas, o que dimensiona o salto recente e a base anterior.

Ano Recorte Registros em São Paulo
2023 Total do ano 33
2024 Total do ano 89
2025 Janeiro a março 34

A Ituran calculou os indicadores a partir de boletins de ocorrência da Polícia Civil, em estudo contratado pela Folha de São Paulo. Além disso, a empresa mapeou padrões por modelo e tipo de veículo. Esse método comparou períodos equivalentes e qualificou a vitimização por categoria.

Modelos mais visados e dinâmica do crime

No ranking por modelo na cidade de São Paulo, o híbrido Toyota Corolla Cross HEV liderou no 1º trimestre de 2025. Em seguida, o elétrico BYD Dolphin EV apareceu como segundo. Enquanto isso, motos empregadas em entregas também entraram no alvo das quadrilhas.

  1. Toyota Corolla Cross HEV: 25 queixas (73,5% dos registros por modelo).
  2. BYD Dolphin EV: 8 boletins de ocorrência.
  3. Voltz EV01: 6 boletins de ocorrência.
  4. Mottu-E: 5 boletins de ocorrência.

Segundo Fernando Correia, gerente de operações da Ituran, a exigência de chaves codificadas e sistemas eletrônicos dificulta a subtração silenciosa, o que eleva os roubos em relação aos furtos. Em São Paulo, inclusive, um Porsche híbrido entrou nessa estatística recentemente. Entretanto, os furtos seguem relevantes.

O conjunto de números indica mudança de foco no crime patrimonial na capital paulista. A popularização dos elétricos, somada à busca por componentes, pressiona esses modelos específicos. Assim, a tendência acende um alerta técnico para toda a cadeia automotiva e seguradora.

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