Tem 60+? Comprar carro pode ficar até 30% mais barato em 2026

Projeto no Congresso promete desconto de até 30% para idosos comprarem carros. Veja como vai funcionar.

O Congresso Nacional analisa uma proposta que vem despertando grande expectativa entre consumidores da terceira idade e o mercado automotivo brasileiro.

Trata-se de uma mudança legislativa que pode reduzir o preço de carros novos em até 30% para idosos, ampliando o acesso a veículos zero quilômetro e promovendo mais autonomia e qualidade de vida.

A medida está prevista no Projeto de Lei nº 2937/2020, que propõe estender benefícios fiscais atualmente restritos a outros grupos. Mas afinal, esse desconto já está valendo? E como ele funcionaria na prática?

Projeto de lei propõe desconto de até 30% na compra de carros para idosos

Foto: iStock

O PL 2937/2020 tem como principal objetivo equiparar os direitos dos idosos aos benefícios já concedidos às Pessoas com Deficiência (PCD) na compra de veículos novos.

A proposta prevê a isenção de impostos federais, com destaque para o IPI (Imposto sobre Produtos Industrializados), além de outros tributos que impactam diretamente o preço final do automóvel.

Na prática, a retirada desses encargos pode representar uma redução de até 30% no valor de tabela, tornando os veículos mais acessíveis para pessoas com 60 anos ou mais.

A iniciativa também tem um forte viés social, ao facilitar deslocamentos essenciais, tais como consultas médicas, atividades de lazer e compromissos cotidianos, especialmente em regiões com transporte público limitado.

Como funcionaria o desconto de 30% para idosos comprarem carros

De acordo com o texto do projeto, o benefício fiscal seria aplicado no momento da compra do veículo novo, diretamente na concessionária, desde que o comprador atenda aos critérios estabelecidos em lei.

O foco está em veículos populares e compactos, evitando distorções no mercado e o uso do incentivo para aquisição de modelos de luxo.

A lógica é simples: menos impostos na saída da fábrica resultam em preços finais mais baixos, aumentando o poder de compra do público idoso e estimulando também o setor automotivo.

Regras e exigências previstas no Projeto de Lei 2937/2020

Para garantir o uso responsável do benefício, o projeto estabelece algumas condições importantes, entre elas:

  • Idade mínima: ter 60 anos completos ou mais no momento da compra do veículo.
  • Teto de valor do carro: o desconto será limitado a veículos dentro de uma faixa de preço específica, que ainda será definida por regulamentação.
  • Prazo de carência: o idoso deverá permanecer com o veículo por um período mínimo — a proposta menciona até 5 anos, antes de revendê-lo e solicitar novo benefício.
  • Representação legal: caso o beneficiário não dirija, a compra poderá ser realizada por um representante legal, desde que o veículo seja destinado à sua mobilidade.

Essas regras buscam evitar fraudes e assegurar que o incentivo cumpra seu papel social.

Idosos já podem comprar carro com 30% de desconto?

Apesar da grande repercussão, é essencial destacar que o desconto ainda não está em vigor. O Projeto de Lei 2937/2020 ainda tramita no Congresso Nacional, passando por comissões temáticas antes de seguir para votação na Câmara dos Deputados e no Senado Federal e, por fim, para sanção presidencial.

Caso o processo avance sem atrasos, especialistas avaliam que a medida poderá entrar em vigor a partir de 2026. Até lá, não existe isenção de impostos para a compra de carros baseada exclusivamente na idade.

Cuidado com golpes e promessas falsas

Órgãos de defesa do consumidor alertam para o aumento de golpes e anúncios enganosos que prometem descontos imediatos para idosos.

Nenhuma concessionária pode conceder esse benefício antes da aprovação definitiva da lei. Por isso, acompanhe apenas fontes oficiais e evite repassar dados pessoais ou realizar pagamentos antecipados.

Expectativa alta, mas ainda sem validade legal

O possível desconto de até 30% na compra de carros novos para idosos representa um avanço importante em termos de mobilidade e inclusão.

No entanto, por enquanto, trata-se apenas de uma proposta legislativa. A recomendação é acompanhar a tramitação do projeto e aguardar a aprovação oficial antes de considerar qualquer benefício.

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