Todo mundo acha normal, mas esta multa lidera o ranking no Brasil
Principal infração cometida no Brasil multiplica o risco de acidentes.
Basta observar alguns minutos no trânsito para perceber um padrão preocupante. O celular, cada vez mais presente na mão do motorista, lidera o ranking de infrações no Brasil. Mesmo com fiscalização e campanhas, o hábito segue forte e gera milhares de multas todos os dias.
A falsa sensação de controle alimenta o problema. No sinal fechado, no engarrafamento ou naquela via aparentemente vazia, muitos acreditam que “não tem risco”.
O uso rápido vira regra, o comportamento se repete e o perigo passa despercebido até que algo grave aconteça.
Com mapas, mensagens, ligações e notificações constantes, o smartphone reforça a ilusão da multitarefa. No volante, porém, dividir a atenção cobra um preço alto. A concentração se fragmenta, o tempo de reação aumenta e a direção deixa de ser a prioridade absoluta.
Por que o hábito se popularizou?
Esse hábito se fortalece porque a punição raramente ocorre na hora. Com o tempo, o gesto vira rotina e parece normal.
Além disso, a sensação de controle alimenta a crença de que o motorista reagirá a qualquer imprevisto, até o cenário falhar.
Uma situação recorrente envolve estar com o veículo parado. Porém, pela legislação de trânsito, segurar ou manusear o celular já configura infração mesmo sem o carro em movimento. Isso vale para semáforos, congestionamentos, filas lentas e ruas aparentemente vazias.
Risco subestimado e consequências
O risco real vai além de desviar os olhos da via. O uso do celular desencadeia múltiplas distrações simultâneas e compromete decisões.
- Distração visual, ao tirar os olhos da via.
- Distração manual, ao retirar uma das mãos do volante.
- Distração mental, ao focar em mensagens ou chamadas.
- Perda de tempo de reação diante de situações inesperadas.
Em poucos segundos, o condutor perde capacidade de resposta e, consequentemente, amplia a chance de erros graves.
Multa e pontos
Usar o celular ao dirigir configura uma infração que vai de média a gravíssima, dependendo da situação. Assim, a multa varia de R$ 130,16 a R$ 293,47, acrescida de 4 a 7 pontos na CNH, o que pesa no histórico do condutor.
Quando combinado a outras autuações, esse simples hábito pode desencadear processos de suspensão da carteira de habilitação.
A multiplicação dessas condutas explica por que essa se tornou a infração mais recorrente nas vias brasileiras. Portanto, a escolha responsável passa por priorizar a direção e evitar qualquer manuseio do aparelho, inclusive parado no semáforo ou no congestionamento.