Toyota surpreende: estes 4 motores são tão confiáveis quanto lentos

Conheça os modelos da Toyota que, apesar da reputação de durabilidade, decepcionam em performance.

A Toyota construiu, ao longo de décadas, uma reputação quase imbatível quando o assunto é confiabilidade, durabilidade e baixo custo de manutenção.

No entanto, quando o critério passa a ser desempenho e prazer ao volante, alguns modelos da marca deixaram motoristas frustrados, especialmente em situações como ultrapassagens, subidas e retomadas em rodovia.

Embora a montadora tenha corrigido esse histórico nos últimos anos com motores mais modernos, como os novos conjuntos híbridos e propulsores 2.0 mais eficientes, o passado da Toyota guarda exemplos emblemáticos de veículos que ficaram conhecidos pela performance abaixo da média.

Toyota é confiável, mas esses 4 motores não têm pressa nenhuma

A seguir, relembre os quatro motores mais “mancos” da Toyota, que priorizaram economia e confiabilidade, mas sacrificaram emoção e agilidade:

🔧 1. Toyota Tacoma 2.7L (2007): força de trabalho, ritmo de caminhão

Foto: Divulgação

Antes da adoção dos motores turbo, a Toyota Tacoma 2.7 aspirada, especialmente no modelo de 2007, era um verdadeiro teste de paciência.

Com apenas 159 cavalos de potência, o motor precisava empurrar uma picape de grande porte, claramente pesada demais para esse conjunto mecânico.

O resultado era previsível: aceleração lenta, retomadas sofridas e um 0 a 100 km/h acima dos 11 segundos. Em comparação, a versão V6, que também não era exatamente esportiva, parecia até rápida. Para quem utilizava a Tacoma carregada ou em rodovias, o desempenho era um ponto crítico.

🚘 2. Corolla 1.8 (2020–2022): muito barulho, pouco avanço

Foto: Divulgação

Com a chegada da plataforma TNGA, em 2020, muitos esperavam um salto dinâmico no Toyota Corolla. No entanto, as versões de entrada mantiveram o antigo motor 1.8 aspirado de 139 cv, combinado ao câmbio CVT.

Na prática, essa união gerava um efeito frustrante: o motor “gritava”, o giro subia rapidamente, mas o carro demorava a ganhar velocidade.

O 0 a 100 km/h ultrapassava os 10 segundos, algo difícil de aceitar em um sedã médio moderno. A correção só veio em 2023, quando a Toyota passou a oferecer o motor 2.0 mais potente em toda a linha.

♻️ 3. Prius c: compacto, econômico… e sem fôlego

Foto: Divulgação

O Prius c nasceu com a proposta de ser um híbrido urbano acessível, compacto e extremamente econômico. Contudo, seu conjunto mecânico entregava apenas 99 cavalos de potência, número insuficiente até mesmo para padrões urbanos mais exigentes.

O resultado foi um dos carros mais lentos da década passada. Em rodovias, ultrapassagens exigiam planejamento extremo, e subidas longas colocavam à prova a paciência do motorista. Críticos da época chegaram a classificar sua performance como “excessivamente cautelosa”.

⚡ 4. Corolla Hybrid: economia máxima, desempenho mínimo

Foto Divulgação

Atualmente, o título de Toyota mais lento à venda em alguns mercados, como o norte-americano, pertence ao Corolla Hybrid. O sistema híbrido com motor 1.8 litro entrega 138 cv combinados, priorizando eficiência energética acima de tudo.

O problema surge na comparação direta com concorrentes. Enquanto o Honda Civic Hybrid oferece cerca de 200 cv e acelera de 0 a 100 km/h em aproximadamente 6 segundos, o Corolla Hybrid leva cerca de 10 segundos para atingir a mesma marca, um abismo em termos de desempenho.

Confiável, sim — esportivo, nem sempre

Os motores citados não tornam esses modelos ruins. Pelo contrário: muitos são extremamente duráveis, econômicos e confiáveis.

No entanto, eles mostram que a Toyota historicamente priorizou eficiência e longevidade, mesmo que isso significasse abrir mão de desempenho.

A boa notícia é que essa filosofia vem mudando. A marca investe cada vez mais em motores modernos, híbridos mais potentes e soluções eletrificadas, equilibrando economia e performance.

Ainda assim, esses modelos seguem como exemplos clássicos de que, nem sempre, confiabilidade anda lado a lado com emoção ao volante.

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