Placa Mercosul: descubra se o seu veículo terá que trocar em 2026 (ou se pode continuar como está)
Com as mudanças na legislação, saiba quem precisará adotar a Placa Mercosul e quais condições exigem a troca.
A discussão sobre a Placa Mercosul voltou a ganhar força em 2026, principalmente entre motoristas que ainda utilizam o antigo padrão cinza e não sabem se precisarão realizar a substituição obrigatoriamente.
Com tantas atualizações no Código de Trânsito Brasileiro (CTB), projetos de lei em andamento e regras específicas para transferência de propriedade, é natural que surjam dúvidas. Afinal, a placa Mercosul será obrigatória para todos? Há risco de multa? Quando exatamente a troca é exigida?
Para responder a essas questões de forma clara e definitiva, reunimos tudo o que realmente importa para proprietários de veículos em todo o país.
A placa antiga será proibida em 2026? Veja o que diz a lei
Uma das dúvidas mais comuns é se existe um prazo final para que todos os veículos façam a migração para o padrão Mercosul. A resposta oficial é simples: não existe qualquer determinação que obrigue todos os motoristas a trocar a placa até 2026.
De acordo com o CTB e com as resoluções vigentes, a placa cinza continua válida desde que esteja em boas condições e com a documentação do veículo regularizada.
Portanto, não há motivo para correr ao despachante, a troca não é automática nem obrigatória para quem não se enquadra nos casos previstos pela legislação.

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Quem realmente é obrigado a usar a Placa Mercosul?
Apesar de não haver uma regra de substituição em massa, a adoção do novo padrão está ocorrendo de forma gradual e inevitável. A troca se torna obrigatória em situações específicas, como:
1. Veículos zero km
Todo carro novo já sai da concessionária com a Placa Mercosul, sem exceção.
2. Transferência de propriedade
Ao comprar um veículo usado ainda com placa cinza, a mudança para o novo modelo é obrigatória no ato da transferência.
3. Mudança de município ou estado
Alterações no registro do veículo para outra cidade ou estado exigem o novo emplacamento.
4. Mudança de categoria
Carros que migram de uso particular para comercial (ou vice-versa) precisam adotar imediatamente o padrão Mercosul.
5. Placa danificada, ilegível ou furtada
Como as placas cinzas não são mais fabricadas, qualquer reposição já ocorre no novo modelo.
Cidade e estado podem voltar? O que muda com o novo projeto de lei
A ausência da informação de município e UF sempre foi uma das maiores críticas ao padrão Mercosul, já que dificultou a identificação visual da origem dos veículos. Mas isso pode mudar.
Em 2024, a Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) aprovou o PL 3214/2023, que prevê a retomada obrigatória da cidade e estado nas placas. Caso o projeto avance, as placas produzidas após a publicação da lei poderão trazer novamente esses dados.

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Como fica o visual da Placa Mercosul? Entenda o padrão de cores
O novo modelo mantém o fundo branco para todas as categorias. O que muda é a cor da fonte e da borda:
- Preta: veículos particulares.
- Vermelha: aluguel e transporte comercial.
- Azul: veículos oficiais.
- Dourada: diplomáticos.
- Verde: veículos de testes.
- Cinza prateado: colecionadores.
A combinação alfanumérica também mudou: agora são 4 letras e 3 números, oferecendo mais possibilidades e reforçando a padronização internacional.

Placa Mercosul verde (Foto: Divulgação)
Vai ficar mais barato emplacar em 2026?
Em várias regiões, sim. A placa Mercosul eliminou o antigo lacre de chumbo e simplificou elementos de segurança, priorizando o QR Code.
Isso permitiu maior competitividade entre fabricantes e reduziu o custo final para o motorista em comparação à antiga placa cinza.