A conta chegou: seguro de carro sobe até 15% e assusta motoristas
Valor da apólice cresce 14% para homens e 16% para mulheres em fevereiro, aponta pesquisa.
O início de 2026 trouxe um alerta importante para quem dirige no Brasil: o seguro de carro ficou significativamente mais caro.
Em meio a um cenário econômico desafiador e ao aumento dos custos no setor automotivo, proteger o veículo passou a exigir um planejamento financeiro ainda mais cuidadoso.
Dados recentes da Creditas revelam que o valor das apólices registrou uma alta expressiva já nos primeiros meses do ano, um movimento que chama atenção e levanta dúvidas entre consumidores.
Alta no seguro automotivo: números que preocupam

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Segundo levantamento da Creditas, o seguro automotivo teve aumento médio de 14% para homens e 16% para mulheres entre janeiro e fevereiro de 2026. Na prática, isso significa que:
- O valor médio para o público masculino subiu de R$ 2.390,32 para R$ 2.741,67;
- Já para o público feminino, passou de R$ 2.908,42 para R$ 3.395,53.
Esses números reforçam uma tendência recente: além do aumento geral, o seguro para mulheres tem apresentado valores superiores em determinados perfis, contrariando padrões históricos do mercado.
Por que o seguro de carro ficou mais caro?
A elevação dos preços não aconteceu por acaso. Diversos fatores estruturais e conjunturais explicam a alta no preço do seguro de carro em 2026:
1. Custo de reparo mais elevado
Com a modernização dos veículos, especialmente os elétricos e híbridos, os reparos ficaram mais complexos e caros. Peças importadas e tecnologia embarcada elevam significativamente o custo médio de manutenção.
2. Impacto do dólar e da economia global
A valorização do dólar influencia diretamente o setor automotivo, já que muitos componentes são importados. Além disso, instabilidades internacionais, como conflitos geopolíticos, afetam taxas de juros e investimentos, impactando o cálculo das seguradoras.
3. Aumento de roubos, furtos e acidentes
Outro fator decisivo é o crescimento nos índices de sinistros, incluindo colisões, furtos e roubos. Quanto maior o risco, maior o valor do prêmio cobrado pelas seguradoras.
Quais carros têm o seguro mais caro em 2026?
Entre os modelos que mais chamaram atenção no levantamento, o BYD Dolphin Mini aparece como destaque negativo. O modelo registrou um dos seguros mais caros do Brasil:
- R$ 3.974,27 (perfil masculino);
- R$ 5.834,30 (perfil feminino).
O principal motivo está ligado à sua natureza elétrica. Veículos como o BYD Dolphin Mini exigem mão de obra especializada, além de infraestrutura específica para reparos, incluindo cuidados com baterias de alta tensão e sistemas eletrônicos avançados.
Por outro lado, modelos tradicionais ainda apresentam custos mais acessíveis, como:
- Volkswagen Polo Comfortline TSI (mais barato para homens);
- Hyundai HB20 Sense Plus (mais barato para mulheres).
Seguro mais caro para mulheres? Entenda o cenário

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Apesar de surpreendente para muitos, o seguro de carro mais caro para mulheres pode ocorrer dependendo do perfil analisado. No estudo, o recorte considera motoristas com cerca de 35 anos e perfil familiar semelhante.
Especialistas explicam que essa diferença não é uma regra absoluta, mas sim uma variação baseada em dados estatísticos de risco, comportamento e utilização do veículo.
A tendência, no entanto, é que essa discrepância diminua com o tempo, à medida que o mercado se torna mais competitivo e equilibrado.
Como economizar no seguro automotivo em 2026
Diante desse cenário, adotar estratégias inteligentes pode fazer toda a diferença:
- Comparar diferentes seguradoras antes de fechar contrato;
- Avaliar coberturas realmente necessárias;
- Investir em dispositivos de segurança (rastreador, garagem, etc.);
- Manter um bom histórico como condutor.
Essas práticas ajudam a reduzir o valor final da apólice e garantem uma contratação mais eficiente.
Um novo cenário exige mais atenção do motorista
O aumento no seguro de carro em 2026 reflete mudanças profundas no mercado automotivo e na economia global. Com veículos mais tecnológicos, custos mais altos e riscos ampliados, o consumidor precisa estar mais atento do que nunca.
Mais do que um gasto, o seguro continua sendo um investimento essencial, e entender os fatores por trás dessa alta é o primeiro passo para tomar decisões mais inteligentes e proteger seu patrimônio com eficiência.